5 de Setembro de 2017 - 12h17

A Batalha da Rússia

Urariano Mota *

The Battle of Russia é o episódio de maior impacto da extraordinária série documental denominada Why We Fight

Vi ontem no Netflix. È de emocionar a luta heróica do Exército Vermelho, do povo soviético, ao vencer e destruir a máquina de guerra nazista. O documentário deixa também muitas lições históricas. Entre elas, a de que houve um tempo em que o Estado soviético foi O aliado, o mais forte e decisivo, para a derrota do nazismo.Copio de pesquisa na internet.


" ‘A Batalha da Rússia’ é um documentário realizado com imagens exclusivas, filmadas pelos soldados ou capturadas do inimigo. A história da resistência do povo soviético diante dos temidos nazistas. Em 22 de junho de 1941 a Alemanha invade a antiga URSS. O Exército de Hitler acreditava em uma batalha rápida, em poucos meses. Acreditavam poder aniquiliar as principais forças do exército soviético e ocupar a parte europeia do território com o objetivo de destruir o Estado Socialista e se apoderar de suas riquezas antes do início do temível inversno soviético.

Subestimavam a capacidade de resistência soviética, do Exército Vermelho e da liderança do Partido Comunista comandado pelo secretário-geral, Josef Stalin. Em História das Guerras você terá a oportunidade de ver o quanto o exército Nazista estava profundamente enganado.
Numa altura em que podia ter feito novos filmes em Hollywood em condições extremamente vantajosas, Frank Capra optou por alistar-se e combater a ameaça nazi. Nas suas memórias conta como convenceu as autoridades militares a deixá-lo fazer documentários que explicassem às forças armadas americanas a necessidade de fazer a guerra.

O resultado foi uma extraordinária série documental denominada Why We Fight, da qual o episódio de maior impacto é The Battle of Russia.

Capra serve-se de imagens de cineastas soviéticos, como Eisenstein, para traçar um retrato da URSS como até então nunca o cinema americano tinha ousado. Terminado o conflito Capra foi um dos muitos artistas americanos incluídos nas listas negras do Macarthysmo. O seriado nunca mais foi visto até que, há relativamente pouco tempo, foi recuperado para ocupar o lugar que por direito lhe pertence de obra-prima do cinema de combate pela democracia.”

As imagens da resistência popular contra o cerco a Leningrado. Os trens atravessando lagos congelados com alimentos e remédios “para os heróis de Leningrado”. Aí nos perguntamos: como foi possível esconder por tantos anos uma lição de tão brava humanidade?

E o cerco a Stalingrado? Drumond já havia escrito:
“Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida...”
O documentário aqui:

* Jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa juventude”.

* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.


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