Paulo Tedesco

Escritor, consultor e professor de produção escrita editorial

03/11/2017 13h33

Livros para nichos

Anunciar tresloucadamente no Facebook, torrar a paciência dos amigos nas redes sociais e aparecer até no boteco da esquina com o livro embaixo do braço, não faz ninguém ficar conhecido, tampouco melhorar a visibilidade da obra.

18/10/2017 9h09

Das aventuras e fascinações

Uma das fascinações que herdei como leitor é daquelas que somente um livro de aventuras poderia trazer.

02/10/2017 11h47

A Liberdade não é vulgar

Precisamos falar de liberdade. Porque de repente liberdade passou a ser a palavra mais repetida no Brasil. No mundo do livro, quando se fala em liberdade, se fala em “leitor sensível”, se fala em pirataria, em livre acesso, também em monopólio de vendas, em restrição a títulos, em cerceamento de leitura por títulos “ofensivos”, e por aí vai.

11/09/2017 15h01

É preciso resistir ao Estado mínimo

Não resta dúvidas que temos que resistir. E resistir, no mundo do livro, é o mesmo que fincar pé nas coisas simples e cotidianas, entre elas a defesa da cultura laica e pacífica, mas principalmente universal e acessível. E para isso, num país pobre feito o nosso, com tantas divisões sociais, tantos abismos, a presença do poder público é mais do que essencial, é indispensável.

08/08/2017 9h56

Um fausto amante

O primeiro contato com um livro: perceber sua capa, seu formato, seu tamanho. Depois, com o toque, seu peso e sua densidade que, juntas, suas páginas, na mão ainda hesitante, quase em carícia, podem provocar o toque fugidio e ligeiro. Porém um toque.

13/07/2017 10h12

É o digital, mané

Por mais que se comente sobre a tal crise da leitura, ou, para alguns, a do consumo de livros, parece que há mais do que situações pontuais de mercado do que querem nos fazem crer. Um algo para além dos os números e das perspectivas e possibilidades do livro e da leitura.

26/06/2017 18h44

 Autobiografias e biografias, relicários da memória

E por que não falar em memória? Por que não falar em reproduzir nossas memórias e recordações para nossos filhos e netos? Por que não contar, como diz o hino do Rio Grande do Sul, nossas faças para a toda a terra, sempre cantado a todo pulmão antes dos jogos de futebol? Por que não levar adiante, por vezes num esforço último de vida e de lembrança, nossas mais significativas recordações, espécie de monumento de nós mesmos numa sociedade cada vez mais massificada e estandartizada?

10/05/2017 15h04

O autor e o escritor raiz

Entre os mais diversos debates, nessa onda de se autopublicar, ganha cada vez mais relevo o que é ser escritor e sua relação com a autoria. Como há um grande número novos autores atirando seus originais para todas as direções, e todos, quase sem exceção, sonham com a redenção de uma vida de escrita e de direitos autorais, o assunto pede reflexão.

22/03/2017 14h46

 Ficção contra o fascismo

É a ficção que sustenta o mundo. A boa ficção, é que, a contragosto dos que pregam a não funcionalidade da arte, de qualquer arte, resolve os verdadeiros dilemas da humanidade. É ela que hoje impede que vivamos num mundo somente de radicais, onde qualquer tipo de sectarismo, em qualquer esfera tenha, sempre, quem combata, quem resista à radicalizações e perigosas generalizações.

16/02/2017 11h07

Obstinatum Rigore

O termo latim “Obstinatum Rigore” ou “rigor obstinado” é cláusula irrevogável de um bom trabalho. A ausência de rigor num texto de qualquer área pode condenar de imediato o que poderia vir a ser uma boa obra, e nesses tempos de avalanchas de conteúdo, perder um leitor, ainda que alguém mais tolerante, não é um tipo de luxo dos mais recomendados.

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