Daniel Costa Lima

Pai de Francisco, psicólogo, mestre em saúde pública e consultor independente no campo de gênero, masculinidades, paternidade e cuidado e violência baseada em gênero.
costalima77@gmail.com

10/01/2018 13h46

Quando nasce um pai?

 Não me senti pai quando descobri que a minha parceira estava grávida. Chorei copiosamente, mas não me senti pai. Tampouco após o primeiro ultrassom, quando ouvimos o seu acelerado coração. Os primeiros movimentos, que são quase imperceptíveis, como uma borboleta batendo asas, causaram euforia e os primeiros “chutes” então... mas nada do tal “sentir-se pai”.

21/12/2017 16h14

Querido Papai Noel...

Estava aqui matutando em como escrever um texto sobre paternidade em pleno período de férias e a poucos dias do Natal e ainda assim conseguir a atenção de ao menos meia dúzia de amigos e amigas, quando pensei: “Só tascando Papai Noel logo no titulo!”. Apelativo? Sim, um pouco, mas é por uma boa causa e além disso, o uso do “bom velhinho” não é totalmente gratuito.

14/12/2017 17h17

Por um paternidade dedicada, amorosa e sem medalhas

O relatório “A Situação da Paternidade no Mundo”, lançado em 2015, é aberto com uma frase curta e direta: “Pais são importantes”. No contexto das políticas públicas e das ações programáticas governamentais e empresariais, alvo principal do relatório, essa mensagem pode representar algo novo e abrir caminho para importantes desdobramentos. Já no plano individual, acredito que ela apenas “chove no molhado”.

17/11/2017 20h03

Umas palavrinhas sobre pais bobões e machões...

Todos os homens que desejam exercer a paternidade têm que lidar com o tempo e os recursos (em especial, os emocionais) de que dispõem, por isso, não acredito que exista um perfil de “pai ideal”. Venho tentando, nesta coluna, refletir sobre qual a paternidade que queremos e também abrir caminho para analisarmos como esse debate vem sendo travado atualmente. As breves histórias relatadas a seguir têm o intuito de contribuir para esta reflexão.

27/10/2017 15h10

Dá licença, eu sou pai!¹

Ser mãe ou pai e estar o tempo todo ao lado de um bebê te coloca numa posição singular, onde você tem todo o tempo do mundo e, ao mesmo tempo, tempo nenhum.

10/10/2017 14h58

O dia em que vi a armadura de um homem tremer e ruir

No meu texto introdutório nesta caminhada de reflexão sobre a(s) paternidade(s), comentei que achava imprescindível que esse debate andasse lado a lado com uma leitura critica de gênero.

26/09/2017 16h42

Paternidade(s): uma reflexão necessária

Em 1993, o canadense Michael Kaufman [1] escreveu que a masculinidade (assim como a feminilidade) é uma “alucinação coletiva” que nos lança numa busca fadada ao fracasso por não existir como a imaginamos, ou seja, enquanto uma realidade natural ou biológica. Eu acredito que a mesma reflexão pode ser aplicada à paternidade.

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