31 de Maio de 2017 - 7h41

Unidade ampla pelas eleições diretas e pelo Brasil

Na segunda-feira (29) foi lançado em São Paulo o Plano de Emergência da Frente Brasil Popular, baseado em dez pontos que envolvem a redemocratização do país e a retomada do desenvolvimento.

É um programa emergencial que destaca as dimensões fundamentais da crise, e que foi reforçado com a apresentação, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar Mista pelas Diretas Já, formada por representantes do PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol e Rede. São as dimensões política e econômica da luta em curso no cenário brasileiro.

São iniciativas muito importantes nesta conjuntura de grande agravamento da crise política, e do enorme crescimento do reconhecimento da ilegitimidade do governo golpista, chefiado pelo usurpador Michel Temer, que é desaprovado por mais de 86% dos brasileiros, mostram as pesquisas de opinião.

A agenda antinacional e antipovo do governo ilegítimo de Michel Temer levou o Brasil a um retrocesso de décadas. Ele se traduz na multidão de desempregados que criou e na paralisia de empresas brasileiras, entre elas a indústria de construção naval, e pela paralisia das encomendas do governo que incentivam e fortalecem empresa brasileira.

Na pauta do governo e de sua base no Congresso Nacional continuam as reformas antipopulares, com destaque para a trabalhista e a previdenciária. É um escárnio, mas estes setores desconsideram o fato do governo oriundo do golpe ser alvo do mais profundo desprezo da população e das reformas em questão serem amplamente rechaçadas.

Os dez pontos são muito importantes, porque vão cumprindo o papel de unir os setores progressistas, conformando uma agenda capaz de tirar o país do caos econômico e social no qual o golpe nos jogou.

Para além deste debate que vai esboçando um programa é preciso ampliar a luta pelas diretas. Nela devemos buscar agrupar todos, independentemente de suas posições programáticas. A questão nodal desta batalha se resume a um ponto: é decisivo que povo se pronuncie em um novo pleito, que dote o regime político da legitimidade perdida com o golpe de 2016.

Hoje, independentemente do balanço que se tenha do que ocorreu no último período, cresce a percepção de que o governo atual e mesmo um sucedâneo que não seja fruto do voto popular não tem legitimidade para realizar qualquer tipo de reforma.

Convocadas as novas eleições, cada força política e social, cada frente de partidos que se forme, terá a oportunidade de apresentar as suas proposições para o povo, que poderá decidir o futuro do país de forma soberana.
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