Brasil

22 de maio de 2010 - 16h55

Estudo revela que inclusão social no Brasil cresce mais que PIB

A inclusão social no Brasil- especialmente a partir de 2003, com o governo Lula- tem progredido em ritmo mais acelerado do que o do crescimento econômico. Estudo divulgado ontem no XXII Fórum Nacional, do Instituto Nacional de Altos Estudos, sediado no Rio de Janeiro, mostra que entre 2001 e 2008, o Índice de Inclusão Social (IIS) cresceu em média 5,3% ao ano, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita teve uma média de 2,3% no período.


O estudo, elaborado pelo diretor técnico do Fórum, Roberto Cavalcanti de Albuquerque, criou o IIS com base em parâmetros como emprego e renda, educação e acesso a computador, televisão e telefone.

Os dados, na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), revelam na prática todos os esforços do governo Lula no sentido de promover a inclusão social de milhares de brasileiros que em governos anteriores ficaram à margem das políticas públicas.

"Com o governo Lula, tivemos o maior processo de inclusão social de nossa história. Isso é resultado da política de distribuição de renda implantada pelo governo petista. Essa política é multiplicadora, alimenta o crescimentoo econômico com inclusão social em todas as regiões brasileiras", comentou Vicentinho.

Inclusão

Na análise do deputado José Airton Cirilo (PT-CE), as políticas sociais inclusivas do governo Lula vão muito além do crescimento econômico. "Estamos falando de desenvolvimento humano. O governo Lula tem focado, desde o início do seu governo, a redução do quadro histórico de desigualdade e disparidade social do Brasil. As pesquisas mostram que estamos no caminho certo", avaliou. O parlamentar citou o programa Luz para Todos como um dos mais impactantes na vida das populações mais isoladas. "A universalização do acesso à luz elétrica tem trazido milhares de famílias do século 19 para o século 21", disse.

Estudo

O estudo de Roberto Cavalcanti avaliou a inserção social em 50 áreas geográficas, considerando as cinco regiões do país em seu aspecto rural, urbano e metropolitano, e ainda os 26 estados e o Distrito Federal. O lugar mais bem avaliado foi o Sul metropolitano (que corresponde às grandes Curitiba e Porto Alegre), que registrou IIS de 8,30. Isso o classifica entre as dez áreas de inclusão média-alta (entre 7,50 e 8,50). Depois vem Santa Catarina (8,25) e o Distrito Federal (8,16). São Paulo tem um índice de 7,87 e o Rio de Janeiro 7,52, na décima posição. Nenhuma região teve índice considerado alto (superior a 8,50). A média de todo o país foi 6,56.

De acordo com o estudo, o campo foi o lugar onde há mais exclusão. O IIS do Brasil rural foi 4, o 48°-pior da lista. As menores taxas foram as do Nordeste rural (3,14), e do Norte rural (3,75). A melhor colocação de uma área rural foi 32°, com o Sul rural (5,68). O estado menos inclusivo é Alagoas (4,36).

Os números mostram, porém, que é na área rural que a exclusão social tem diminuído mais rapidamente. O índice do Brasil rural cresceu em média 9% ao ano entre 2001 e 2008 e o do Nordeste rural, 7,9%. No Sul metropolitano, o ritmo foi de 4,2% no período. No Brasil, o ISS variou 5,3% ao ano.

Fonte: www.ptnacamara.org.br
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