Brasil

13 de janeiro de 2017 - 15h37

Adilson Araújo: Conjuntura exige resistência do movimento sindical


CNTE
   
“O tempo político mudou, a conjuntura é nova, complexa, difícil. Esse ambiente vai exigir do movimento sindical vigilância, resistência. Nós não podemos achar que vai ser simples resolver esse problema. Temos que somar forças e começar a discutir como é que vamos destravar essa luta”, indicou.

Araújo ainda chamou a atenção para a insatisfação das classes populares: “Estamos diante de uma derrota de caráter estratégico. Temos que valorizar nosso papel no sentido de disputar mentes e corações desse povo brasileiro tão sofrido”.

Para o dirigente nacional, o problema não pode ser apenas atribuído aos governos, mas também para a falta de pressão. Em referência a Frei Betto, pontuou que “governo e patrão é igual feijão, se não botar pressão não amolece” e frisou que faltou mais pressão do movimento social e sindical.

Para a secretária de Saúde da CNTE, Francisca Pereira Seixas, “o movimento está precisando resistir com muita unidade, incorporando-se inclusive a outros setores sociais para resistir a essa avalanche que é, na verdade, a destruição do Estado brasileiro, o desmonte da Constituição de 88, da CLT, de tudo o que foi construído. O nosso desafio maior é lutar pela democracia e para impedir toda essa retirada de direitos promovida por este governo ilegítimo”.

Cerca de 2,5 mil educadores do Brasil e de diversos países estarão reunidos até domingo (15), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília-DF, durante o congresso da CNTE. Conjuntura nacional e internacional, políticas educacionais e sindicais e o plano de lutas da categoria são os principais assuntos em discussão no evento. A cerimônia de abertura ocorreu na tarde de ontem (12) com a participação do ex-presidente Lula.



Ruth de Souza, de Brasília para o Portal CTB

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