Brasil

7 de fevereiro de 2017 - 12h48

João Doria irá despejar 250 famílias nas ruas de SP nesta quinta


Reprodução
   
Desde a chegada do aviso de reintegração, no dia 18 de janeiro, moradores buscam por todas as formas de resistência. Porém, as reuniões com a Prefeitura e Subprefeitura da Capela do Socorro (que assinou a ordem de reintegração de posse), não levaram a nenhum êxito. A tentativa de ação movida pela Associação de Moradores (junto ao Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos) contra a reintegração de posse na Defensoria Pública foi negado, e a advogada do movimento entrará com recurso.

Na tarde desta segunda-feira, assim que os moradores voltaram da última negociação com a Prefeitura, tiveram a notícia (por quem estava no bairro no momento) que a Polícia Militar havia violado um barracão logo na entrada da ocupação. O local era regularmente utilizado para fazer reuniões. Segundo relatos, a polícia arrombou a porta, entrou e saiu sem encontrar nada.

A única esperança das famílias, além do recurso jurídico, é a resistência física. Por isso, moradores e representantes da associação pedem que todas as pessoas e movimentos que estão na luta por moradia se unam na frente da ocupação na madrugada de quarta para quinta-feira. A saída que resta é resistir.

“Não foi oferecido nenhum tipo de moradia para as famílias. O espaço que eles querem para fazer um parque linear parece que vai continuar abandonado. Quanto mais puderem noticiar essa violação aos direitos humanos, das crianças e adolescentes, dos trabalhadores, das mulheres, agradecemos”, diz Eliude Araújo, um dos moradores e líderes locais.



Moradores se reuniram com a prefeitura na segunda feira, mas não houve avanço na negociação. Foto: Reprodução.

O acesso à ocupação é pela Avenida Belmira Marin, na altura do 1440 (na rua que sobe à direita do mercado Ricoy, no Jardim Lucélia).

Boulos: Mais um despejo violento em São Paulo?

O coordenador do movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, comentou sobre a truculência que assola a cidade. "Iniciamos o ano com o despejo bárbaro de 700 famílias no Jardim Colonial. Agora, a Prefeitura de São Paulo agendou para esta quinta-feira o despejo de 250 famílias da ocupação Aristocrata, no Grajaú. A maioria dos moradores não tem para onde ir. O MTST está junto com a ocupação. Não queremos ver novas cenas de barbárie. Ainda há tempo de evitar o despejo", alerta. 


Do Portal Vermelho com Periferia em Movimento 

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