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20 de junho de 2017 - 11h21

UNA LGBT pede Diretas Já e convoca militância para greve geral dia 30

Divulgação: Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Parada do Orgulho LGBT em São Paulo teve protesto contra Temer Parada do Orgulho LGBT em São Paulo teve protesto contra Temer

Confira na íntegra o documento divulgado pela UNA LGBT:

A luta LGBT nos une: em defesa da democracia, da soberania popular e de um projeto de desenvolvimento para o Brasil

São Paulo, 18 de junho de 2017

Nas últimas duas décadas, uma forte onda conservadora percorre o globo, cumprindo o objetivo do capitalismo de se reinventar para manter a hegemonia, disputando principalmente com polos políticos que resistem ao neoliberalismo e que, sob a força popular, garantiram experiências comprometidas com a democracia, distribuição de renda e enfrentamento às desigualdades. Organizados e alocados em espaços destacados de decisão, amplamente amparados pelos conglomerados de comunicação e do capital internacional, desencadeiam um profundo ataque à soberania de países deslocados do eixo de poder mundial, direitos de trabalhadores, mulheres, LGBT, negros e negras, povos e comunidades tradicionais, populações indígenas, idosos, pessoas com deficiência e outros segmentos sociais historicamente discriminados. Com o início da crise em 2008, o capitalismo mostra sua cara.

O Brasil vive uma profunda crise política e institucional, intensificada pela queda de Dilma e a imediata implementação de uma agenda derrotada nas urnas, de caráter antipopular, ultraliberal, conservador, fundamentalista e entreguista. Contrário aos interesses nacionais, à democracia e aos anseios do povo brasileiro, o golpe jurídico parlamentar midiático agrava a nossa crise econômica e põe em xeque toda a nossa estrutura republicana.

A ruptura do País com a democracia, coordenada por Temer e seus aliados, coloca o Brasil na contramão da Constituição de 88, adotando uma agenda antinacionalista, viabilizando a entrega das nossas riquezas, principalmente o petróleo às multinacionais estrangeiras, o desmonte do Sistema Único de Saúde e toda Seguridade Social.

O Governo Temer esvaziou as políticas de direitos humanos, congelou os investimentos sociais, e com isso segue contribuindo para o aumento do extermínio da juventude negra, da população LGBT, e das violências contra as mulheres.

Além disso, este Governo se afunda em sucessivos escândalos que geram um clima de desconfiança e instabilidade política, paralisando a economia e aprofundando o desemprego, e a miserabilidade de nossa população.

Com propostas de reformas trabalhistas e previdenciária que não representam os desejos e sonhos da população, que atendem exclusivamente os interesses de banqueiros, especuladores e do alto empresariado, Temer tenta retirar os direitos conquistados por trabalhadores e trabalhadoras, além de quebrar os pequenos empresários e profissionais liberais. O governo ilegítimo quer que os trabalhadores e trabalhadoras morram trabalhando.

Resistir ao avanço do conservadorismo e de perdas de direitos sociais e trabalhistas historicamente conquistados, o aumento da violência e do controle sobre a vida e o corpo das mulheres, do racismo, feminicidio, lesbofobia, bifobia, homofobia, transfobia, além da repressão e criminalização aos movimentos socais e populares, do movimento sindical e da política, é responsabilidade de todas as pessoas comprometidas com o futuro do Brasil.

A luta contra essa agenda ultraliberal está apenas começando. Esse cenário se traduz no acirramento da luta de classes em uma quadra histórica onde a defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos do povo são as principais bandeiras.

Por isso a UNALGBT, compreende a saída do presidente ilegítimo e a convocação de eleições diretas como principal caminho, capaz de nos dar estabilidade social e política, com uma nova pactuação de projeto de País, nos fazendo retornar ao estado democrático de direito, nos direcionando à retomada do processo civilizatório capaz de promover a valorização e o respeito as diferentes identidades de gênero e liberdade de orientação sexual.

A UNALGBT convoca a todos e todas a resistir e lutar. É preciso ampliar o leque de alianças, envolvendo todos os setores sociais comprometidos com a democracia, a soberania nacional, que defendem os direitos sociais, LGBT, e por nenhum direito a menos.

Neste momento de resistência, o principal desafio dos movimentos sociais é elevar a consciência política da classe trabalhadora, ganhando corações e mentes para afastar o presidente golpista, conquistas eleições diretas e retomar a agenda da classe trabalhadora e do povo brasileiro por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com valorização do trabalho, da diversidade, da democracia e da soberania nacional.

Convocamos todas as pessoas LGBT a participarem ativamente em sua cidade da construção da Greve Geral e das atividades de mobilização. Mobilize amigos, interaja com seu sindicato, fale com as pessoas sobre a necessidade de resistir às reformas, derrubar Temer e pedir eleições diretas imediatamente.

Somos LGBT, brasileiros e brasileiras, trabalhadores e trabalhadoras, estudantes, povo que seguirá resistindo. Fora Temer, Diretas Já!

UNALGBT - União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais



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