16 de agosto de 2017 - 12h14

Bancos públicos cumprem função estratégica e não podem ser vendidos

   

Para Valduga, há uma intensa investida contra a atuação estratégica do Estado no setor financeiro. “O Governo Federal tem colocado em prática uma política combinada de desmonte, que é composta dos planos de demissão voluntária, da estagnação de contratações no setor, ou seja, a política de zero contratação, o fechamento de unidades, e a conseqüente sobrecarga de trabalho, de público, e de serviços nas agências remanescentes”, explicou o parlamentar.

O deputado relatou recente reunião com representantes sindicais da categoria dos bancários, no âmbito da Frente Parlamentar em Defesa das Empresas e Serviços Públicos, da qual é presidente, que apontaram a importância das instituições públicas bancárias para municípios de pequeno porte, “Um outro fenômeno destacado pelas lideranças sindicais, é o fechamento de agências em municípios de pequeno porte, tendo como explicação a falta de segurança”, relatou.

Considerando que os elementos de risco para a economia encontrados na perda do posicionamento estratégico do Estado na geração e transmissão de energia, também se encontram na retirada do Estado da condução de instituições importantes como o Banco do Brasil e Caixa Econômica, Valduga alerta para o risco de agravamento da crise.

"Neste sentido, queremos sinalizar para a função que as instituições bancárias estatais prestam para o desenvolvimento nacional, para o fortalecimento da economia, além da implementação de políticas de acesso a crédito e fomento social nos setores de habitação e de pequenos empreendedores. Este tipo de iniciativa vai na contra-mão da estratégia de desenvolvimento de países como China, Rússia e Índia, onde o Estado participa de forma ativa e complexa do sistema bancário, afirma.

“Num cenário de total privatização das instituições financeiras, as políticas de financiamento de habitação, de habitação rural, de incentivo ao desenvolvimento agrícola e de pequenas empresas, se tornaria refém do humor e da vontade do Mercado. É regra, nos períodos onde se exigem políticas anticíclicas, a adesão do Estado como agente financiador da retomada do desenvolvimento, assumindo a figura do rio virtuoso, que faz gerar as engrenagens do moinho”, explicou Valduga.

A pauta da defesa da função estratégica do Estado em diversos setores da economia, segundo Valduga, deveria ser a pauta do empresariado, do setor produtivo Nacional, que é quem mais tem a perder com a total e irrestrita privatização.

"A ilusão do privacionismo, propagandeada intensamente por este movimento liberalista novo, um liberalismo radical tardio, descompromissado com a questão Nacional e a retomada do desenvolvimento do País, somente agravará a crise e o abismo entre nossos problemas e sua solução. A solução para a crise não é diminuir o Estado, mas colocá-lo à serviço da retomada do desenvolvimento, da implementação de um Novo Plano Nacional de Desenvolvimento”, conclui.


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