Movimentos

8 de setembro de 2017 - 15h31

Grito dos Excluídos denuncia a violência contra manifestantes no RN

Reprodução portal MST
   

Confira a nota na íntegra:

Há 23 anos, no dia 7 de setembro, o Grito das/dos Excluídas/os movimenta o Brasil denunciando as injustiças sociais. Em Mossoró, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) faz questão de usar a truculência para amordaçar o povo que exercita sua cidadania e reivindica seus direitos. Em todas as suas gestões a prefeita autoriza policiamento ostensivo, ameaças e até prisões nas atividades, essa é a sua marca.

Se recusando a dialogar com os movimentos impediu a passagem dos manifestantes pela avenida principal. Elieser Girão, secretário municipal de segurança, intimidou um grupo pequeno de manifestantes antes mesmo do início da movimentação: "tolerância zero", foram as ordens dada pelo coronel e ouvida por todos.

A força coercitiva também foi usada contra os trabalhadores. Para tentar impedir que a marcha seguisse pelas ruas, a polícia militar fez um cordão de isolamento que não teve sucesso. Não houve violência alguma por parte das/dos manifestantes.

Movimento legítimo e pacífico, o grito incomoda a quem? Gritar por saúde, educação, segurança, cultura, moradia, terra expõe a má gestão dos recursos públicos e a desigualdade que assola a cidade, o estado e o país.

Fazer denúncias em pleno desfile alertando sobre a falsa independência do Brasil é desafiar a ordem de maquiar a realidade. E isso, os poderosos não toleram, não perdoam. No entanto, o povo resiste. A resistência do Grito das/dos Excluídas/os 2017 mostrou que não é a truculência que pode calar o povo.

No palanque das autoridades, montado para ver o desfile passar, o deputado Beto Rosado (PP) foi diretamente escrachado por ser comparsa de Temer e ter votado pelo congelamento de investimentos em saúde, educação e na reforma trabalhista que só é boa pra patrão: "Não vai ter perdão! Todo golpista é inimigo da nação".

É forte a tentativa de impedir a manifestação popular. Quando não se consegue impedir, a última alternativa é a truculência a qual recorrem os opressores. Mas o Grito conseguiu seguir pacificamente ecoando as vozes das comunidades, das juventudes, das mulheres, do povo negro, LGBT, dos Sem Terra, sem teto e da classe trabalhadora.

Que não nos enganemos, o tratamento que os manifestantes do Grito tem, além de ser uma expressão das oligarquias no poder, trata-se de um processo de criminalização dos movimentos e da luta popular. Tratamento esse que se intensifica pelo momento de golpe parlamentar-jurídico-midiático vivido hoje pelo país. Não recuaremos, ao contrário, intensificaremos o processo de organização e resistência popular, e convocamos todos os setores da sociedade a seguir em luta contra todos retrocessos e golpes diários a classe trabalhadora.

Organização do Grito dos Excluídos;

Mossoró, 7 de setembro de 2017.



Fonte: Grito dos Excluídos

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