Brasil

10 de setembro de 2017 - 10h50

CTB na BA: Penalty quer criminalizar movimento para violar direitos

Reprodução portal CTB
Dirigentes e militantes da CTB na audiência: Repúdio contra postura da Penalty de criminalizar movimento Dirigentes e militantes da CTB na audiência: Repúdio contra postura da Penalty de criminalizar movimento

Os presidentes do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Jorge Barbosa, do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, Jairo Araújo, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia, Jeser Cardoso, compareceram à audiência acompanhados de militantes da Central.

Segundo Jeser Cardoso, trata-se de uma acusação fantasiosa. “O movimento foi totalmente pacífico e nem eu nem ninguém da CTB agrediu ou invadiu patrimônio de empresa alguma”, afirmou.

Para Jairo Araújo, a Penalty não aceitou o resultado da greve. No entendimento dele, a fábrica defende seu privilégio de explorar legalmente os trabalhadores, a partir das reformas de Michel Temer. “O movimento que fizemos na Penalty e na cidade foi extremamente democrático, pacífico, na defesa dos interesses dos trabalhadores. Violência quem está cometendo é a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e empresas como a Penalty, que querem a liberdade para explorar e implantar o trabalho análogo à escravidão, que é o que a reforma trabalhista de Temer implantou no Brasil”, avaliou Jairo, que também é vereador pelo PCdoB.

Na opinião de Jorge Barbosa, esta é mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais. “Tenho a consciência tranquila de não ter cometido irregularidade alguma. A atitude da Penalty merece todo o nosso repúdio, pois representa um atentado à livre organização dos trabalhadores, uma tentativa de criminalizar o movimento sindical e inibir a livre manifestação”, ponderou Barbosa.

A CTB Regional Sul Bahia ressalta sua curta (dez anos), porém intensa história de combatividade e compromisso com a classe trabalhadora, na defesa de seus direitos, motivo de orgulho para todas e todos nós. "Continuaremos sendo instrumento de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, sem temer nenhum tipo de coerção e/ou intimidação de quem quer que se coloque à frente da organização da classe trabalhadora", garantiu o presidente.



Fonte: CTB Regional Sul da Bahia

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