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29 de setembro de 2017 - 13h19

Contra terceirização: Ato em apoio ao MPT no RN reúne 27 entidades

Reprodução do Portal CTB
   

Protesto organizado pelas centrais sindicais em frente ao MPT reuniu sindicalistas, mas personalidades políticas, juristas, organizações estudantis e de movimento de bairros, que se alternaram no microfone para criticar a “postura agressiva” da Guararapes contra a procuradora Ileana Neiva, alvo do empresário Flávio Rocha nas redes sociais. A reforma trabalhista também foi citada, sendo vista como “uma medida para regularizar o trabalho precário”.

“"Viemos trazer nosso apoio ao MPT e à doutora Ileana, que tem sofrido diversos ataques. São lobos em pele de cordeiro que exploram a mão de obra dos trabalhadores. Desde 2010 que o MPT fiscaliza a Guararapes. E eles aproveitam esse momento de reforma trabalhistas para fazer essa ofensiva”, afirmou o secretário de Comunicação da CTB-RN, Moacir Soares (foto).

A Ação Civil Pública instaurada pelo MPT em maio deste ano foi fruto de uma série de diligências realizadas por técnicos e engenheiros do Ministério em 2015. Foram visitadas 43 empresas de facção prestadoras de serviço de costura à Guararapes, das quais 23 eram exclusivas. Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades trabalhistas.

O Ministério Público do Trabalho pede a indenização de R$ 37,7 milhões como punição, exige que a empresa assuma a responsabilidade sobre os direitos dos trabalhadores que atuam nas facções têxteis. Contra a ação, a Guararapes avalia que o MPT quer “retirar empregos”.

Sobre a postura da empresa e a promoção de um protesto arranjado, no último dia 21 de setembro, os líderes afirmaram que se tratou de uma armação. “O ato que eles fizeram é uma distorção.

Na greve geral de abril deste ano (organizado pelo movimento sindical), a Guararapes não liberou nenhum trabalhador e, na semana passada, fretaram ônibus e liberaram o expediente. Quem não fosse, certamente receberia retaliação”.

Marcos Antônio, coordenador do Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas do Rio Grande do Norte (MLB-RN), um dos presentes que fazia parte de entidades com atuação em outras áreas, que não a sindical, justificou a presença do movimento porque “muitos ex-funcionários da Guararapes são demitidos, não receberam garantia e vão parar na rua, onde a gente atua”.



Por Cinthia Riba para o Portal CTB

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