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12 de janeiro de 2018 - 18h32

Início do acordo para formar a "grande coligação" na Alemanha

EPA
   

O acordo inicial para renovar a "grande coligação" – que inclui, além do Partido Social-Democrata (SPD) e da União Democrata-Cristã (CDU), o partido irmão deste na Baviera, a União Social-Cristã (CSU) – precisa ainda de ser aprovado pelos militantes do SPD no congresso agendado para dia 21 de janeiro.

De acordo com a Reuters, a previsão é de que alguns setores sociais-democratas se oponham ao acordo, temendo que uma nova coligação com Merkel limite ainda mais a influência do SPD, que obteve, no último setembro, o pior resultado eleitoral desde 1949.

O começo do acordo está relatado em 28 páginas, após longas negociações que se prolongaram pela madrugada. Nele, as três partes comprometem-se a fortalecer a zona euro, em estreita cooperação com a França, e a não exportar armamento para países envolvidos na guerra do Iêmen, indica ainda a Reuters.

Depois da derrota nas eleições de setembro – marcadas pelo ascensão da extrema-direita –, o SPD se mostrou indisponível para renovar a "grande coligação" e a chanceler Angela Merkel tentou formar governo com os Verdes e os liberais do FDP, mas as discussões fracassaram em novembro de 2017.

Agora, Horst Seehofer, líder dos democratas-cristãos na Baviera (CSU), diz que o novo governo poderá estar funcionando até à Páscoa. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou a sua satisfação com o acordo alcançado, que classificou como um "grande benefício" para a Europa.

Em um cenário do qual a Alemanha está pouco habituada – governada interinamente há meses –, Merkel mostrou-se "otimista", mas, segundo a Reuters, também apontou para as dificuldades subsequentes previstas para o restante das negociações.


Fonte: Abril Abril 

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