29 de janeiro de 2018 - 21h15

Recursos do governo do estado garantem requalificação do Cine Olinda  


Passarinho/Prefeitura de Olinda
O cinema começou a funcionar em 1911 como Cine Theatro de Variedades O cinema começou a funcionar em 1911 como Cine Theatro de Variedades
O valor máximo estimado para a contratação é de cerca de R$ 1,6 milhão. A sessão inaugural do processo licitatório será no dia 06 de março de 2018

Dentre as obras a serem realizadas estão sala de projeção para 209 pessoas, salas reversíveis para 60/80 pessoas, lanchonete, sala para secretaria /diretoria, sanitários públicos, incluindo deficientes, e depósito. A obra inclui serviços de demolições, remoções e retiradas de material, pintura geral, fornecimento e assentamento de balcões, bancadas, louças, esquadrias de madeira.


Márcia Souto, presidente da Fundarpe

Também estão previstos serviços no piso, com complemento de piso cerâmico e fornecimento e assentamento de piso vinílico e assoalho, serviços no teto, com fornecimento e assentamento de forro de gesso e forro lambril, revestimento de paredes, execução de alvenarias, fechamentos com painéis e divisórias, serviços de restauro, incluindo tratamento de fachada, recuperação de piso e revestimento de parede, instalações elétricas, telefônica, hidrossanitárias, climatização, sinalização, entre outras.

Luciana destinou emendas

O cinema começou a funcionar em 1911 como Cine Theatro de Variedades. Na década de 1920 passou a se chamar Cine Olinda. O artista plástico Bajado foi funcionário e cartazista no local. O cinema parou de funcionar na década de 1970, sendo desapropriado pela Prefeitura de Olinda em 1979. Com exceção de um breve período nos anos 1980, quando voltou a funcionar como Cine Bajado, o local está há mais de 40 anos sem exibir filmes.

Após décadas de abandono, foi durante o mandato de Luciana Santos como prefeita de Olinda, entre 2001 e 2008, que o prédio foi restituído a sua arquitetura original no estilo art déco. “Foi uma grande conquista. Quando assumi o cargo, ele era uma ruína com risco de desabamento. Fizemos a recuperação física, mas ficou faltando recursos para o restante. Olinda é um polo elevado de produção, tem uma juventude emergente, um núcleo de cinema de animação. A cidade não pode ficar sem cinema”, lembrou Luciana em entrevista ao Blog Quadro Mágico, em 2011.

Foi também em 2011 que Luciana, já deputada federal, e o então deputado federal João Paulo (PT) destinaram R$ 1,5 milhão e R$ 500 mil, respectivamente, em emendas parlamentares para obras de requalificação do cinema. “Novos deputados têm direito a recuperar, no primeiro mandato, até R$ 1,5 milhão. Decidi direcionar tudo para o Cine Olinda”, disse Luciana na ocasião. Os R$ 2 milhões destinados pelos parlamentares foram investidos na realização de serviços de climatização, acústica, equipamentos e mobiliário do espaço, cujo edital foi lançado pela Prefeitura de Olinda e pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2012.

Nas suas emendas parlamentares para 2017, Luciana mais uma vez destinou recursos para a aquisição de equipamentos para o Cine Olinda.

Acervo arquitetônico

O Cine Olinda está inserido no polígono de tombamento que delimita o acervo arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade de Olinda. Localiza-se em um contexto urbano heterogêneo, na região onde também estão o Clube Atlântico, os Correios e Telégrafos, e, do outro lado da Avenida Sigismundo Gonçalves, a Praça da Liberdade, mais conhecida como Praça da Preguiça. Do ponto de vista urbanístico, a edificação pertence ao processo de ocupação das faixas de praia em Olinda, datada do início do século XX, quando o banho de mar e atividades de lazer possibilitou a retomada, embora frágil do crescimento urbano da cidade.

Audicéa Rodrigues, com informações da Fundarpe; Blog Quadro Mágico; Jornal Correio do Brasil e do site da parlamentar.
Do Recife




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