12 de fevereiro de 2018 - 11h56

Tem mulher de luta no Barão de Itararé


José Carvalho Rufino
Conceição Mendes, Presidenta da Associação de Moradores do Itararé (AMI).
Há 29 anos fazendo do carnaval de Teresina uma manifestação de alegria popular e de protesto político, o Bloco Barão de Itararé tomou a avenida principal do bairro com uma exaltação à mulher, suas lutas, conquistas e a denúncia contra o preconceito, a discriminação e a violência de que são vítimas. Quem foi a avenida principal do Dirceu, neste domingo, 11 de fevereiro de 2018, certamente presenciou muita diversão. Os dirigentes do bloco dizem que não tem quem resista aos encantos do samba enredo e logo caí na folia ao som da harmoniosa bateria do Bloco de Carnaval Barão de Itararé.
O Bloco de Carnaval Barão de Itararé, surgiu em 1989, ano em que o poder público resolveu deixar de patrocinar o carnaval de rua realizados pelas Escolas de Samba de Teresina. Tal situação levou militantes comunistas e dirigentes da Associação de Moradores do Itararé como: Anselmo Dias (in memorian), Firmina Sales, Adalgisa Costa, Dino Pereira (in memorian), Conceição Mendes, Raimundo Mendes, Genésio Nunes a defenderem o carnaval como bandeira de luta e assim puderam garantir vida a folia de momo e a alegria do povo do Grande Dirceu, evitando o fim do caranaval de Teresina.

Antonio Gomes Vilela, percussionista do Barão há 29 anos, lembra de seus companheiros Raimundo Rocha (in memorian) e Edilson Silva como sendo os primeiros componentes do bloco convidados a compor e dirigir a primeira bateria. Vilela, como é chamado, recorre à sua memória saudosista e nota que o Barão de Itararé já foi considerado pela midia, autoridades e pelo povo, o melhor bloco carnavalesco da capital, Teresina.
Rodrigo Maxwel, atual presidente do Barão de Itararé, diz que há uma tradição nos sambas enredos do bloco de criar letras que observam o momento conjuntural em que o país está vivendo. O presidente diz ainda que o bloco procurar ser ousado, irreverente, sempre.

Rodrigo, relata ainda que o Bloco evoluiu e transformou-se em pessoa jurídica. Agora, ele funciona como instituição e tem como principal meta para 2018 instituir uma escola de percussão, podendo cumprir a importante missão e função social de tirar crianças e jovens de situações de riscos e utilizando-se do contra-turno escolar poder incentivar essas crianças a aprenderem a tocar algum instrumento de percussão.


Antônio Araújo

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