A SITUAÇÃO DO PARTIDO

E O ENCONTRO NACIONAL SOBRE QUESTÕES DE PARTIDO

 

INFORME DE WALTER SORRENTINO À REUNIÃO DO COMITÊ CENTRAL

DEZEMBRO DE 2003

 

 

Em sua última reunião de um ano extraordinário para o país e para o Partido, o Comitê Central precisa estar à altura das responsabilidades que recaem sobre o papel do PCdoB, examinando a fundo a situação partidária e extraindo Resolução que aponte para a intensificação da luta pelo seu fortalecimento. Já é a terceira vez neste ano de 2003 que o CC pauta as questões de Partido, relevando o esforço por acentuar o papel estratégico que tem a maior estruturação partidária neste novo ciclo político de lutas por superar a crise estrutural do país.

 

MOMENTO EXCEPCIONAL

 

O PCdoB vive uma situação excepcional do ponto de vista de sua atuação política. Realizou este ano dois esforços nacionais de conferências - momentos em que passou em revista as tropas. Na 9a. Conferência elaborou-se a política e nas conferências ordinárias organizou-se a sua aplicação em todo o país. O que se verifica, objetivamente é que o Partido em todo o país assimilou bem as orientações da 9a. Conferência e aumentou sua coesão em torno delas, num processo que se consolidou nesta reunião do CC. Definiu-se com maior precisão o lugar político do PCdoB e, com isso, sua maior visibilidade e protagonismo político. O Partido é hoje interlocutor da grande política no país, uma força nem centrista nem precipitada na luta pelo êxito do governo Lula na construção das mudanças que o país necessita. Dá vazão ampliada, assim,  à sua característica e vocação de força transformadora no cenário político nacional.

 

Com isso, reposicionou-se o Partido no quadro político renovado em vários Estados, com habilidade para dar conta de situar o comportamento frente aos governos tendo em conta nossa posição sobre o governo Lula. Em vários Estados, entretanto, o debate se concentrou na questão eleitoral-institucional ou subestimando as frentes de massas e a estruturação partidária – neste caso revelando certo espírito pragmático-imediatista e-ou de subestimação da pauta de estruturação partidária, que deveria ser central ao lado da perspectiva política. Em outros, estivemos às voltas com processos ainda pouco maduros de direção, que não coesionam o Partido, manifestando disputas mais ou menos agudas pelo controle do Partido.

 

Com essa orientação política, abriu-se campo para uma política eleitoral mais avançada, para 2004, procurando superar condicionamentos da tática clássica de coligação e concentração de candidaturas. Ao que tudo indica, será a grande batalha por consolidar esse novo ciclo de acumulação de forças partidárias. Isso sem descuidar do maior protagonismo na luta social: em 2003 o PCdoB e as organizações sob seu comando conquistaram a presidência de 3 CUTs estaduais, a vitória na UNE e na UBES; organizou o Encontro da Juventude, da UBM e da UNEGRO; teve participação destacada na Conferência das cidades e da saúde. Empenhou esforços de vanguarda na Luta pela Paz e contra a ALCA, mais a coordenação dos movimentos sociais e no Forum Social Brasileiro.

 

Enfim, em todo o país, assimilou-se bem as novas linhas de acumulação de forças – intensamente discutidas nas Conferências e em torno das quais se formou largo consenso -, tendo por centro a noção de um PC de massas, apto a lutar pela hegemonia perseguindo seu projeto político. Pode-se dizer que se inaugurou de fato nova fase para o partido. Ao lado disso, demonstrou sua vocação consciente com a decisão disciplinar do CC, que teve enorme impacto educativo nas fileiras partidárias e obteve unânime apoio nos comitês partidários.

 

MAIOR E MAIS INTENSA FASE DE EXPANSÃO MILITANTE

 

O resultado desse esforço, objetivamente, é que o Partido vive sua maior e mais intensa fase de expansão militante. O PCdoB cresceu 71% neste ano! Somos uma força com 200 mil filiados, 60 mil militantes mobilizados na Conferência. Filiamos 37 mil novos este ano, realizamos 1426 conferências municipais (e estamos presentes em 1700 municípios), praticamente em todos os com mais de 100 mil habitantes (exceto 7 das quase 240).

 

O CC considerou que o crescimento havido foi fruto de uma onda política, positiva e intensa, que ainda teve em nós insuficiente esforço de direcionamento. Dados indiretos situam predominância do esforço extensivo – novas cidades – com maior interiorização do Partido: crescimento total de 71% contra 29% nas capitais; aliás, este dado é muito importante e será retomado mais adiante: só na capital de SP e em Macapá aumentaram substancialmente seus efetivos; o restante teve crescimento vegetativo e na imensa maioria estagnado.Outro dado no sentido de caracterizar o tipo de crescimento é a proveniência dos vereadores que ingressaram no Partido: 36% (62 no total) dos novos vieram  do PFL-PSDB-PPB e PRONA. Eles perfazem hoje 20% do total de nossos vereadores.

 

Entretanto, ocorreu um conjunto muito amplo e variado de filiações de lideranças políticas locais (inclusive prefeitos, deputados), lideranças populares, algumas de maior expressão, entre as quais da juventude, sindicalistas, pessoas do mundo dos esportes, da cultura. Dois emblemas podem ser postos. João Quartim de Morais, intelectual marxista, disse: “é hora de PCdoB porque tem as posições justas e não vai fazer concessões estratégicas diante da difícil disjunção que a luta no país vai conhecer”. Elton, ex-presidente do PT de Curitiba por 7 anos, disse que se venceu uma etapa com Lula, a hora é de definições partidárias mais estratégicas e ideológicas – “é hora de PCdoB”. Ou seja, tendencialmente está presente a questão de ocupar um lugar político determinado, que vai dar ainda frutos.

 

Estamos com 300 vereadores em 235 cidades (98 a mais que as que elegemos em 2002).Ampliamos a participação institucional em 1o escalão de governos para 8 Estados; em 10 capitais e em 97 municípios do interior estamos em 1o ou 2o escalão de governo;  somamos 92 quadros em 1o escalão, além dos 7 prefeitos e 16 vice-prefeitos.

 

Um dado de importância estratégica é que o novo ciclo para o Partido nos encontra mais fortes e estruturados nos centros mais importantes do país, e em geral mais debilmente estruturados nos centros menos desenvolvidos – com exceções neste último caso do ponto de vista de influência política. Há situação de crescimento mais acelerado no norte e deficiências nos 3 Estados do Sul, relativamente à importância dos Estados – embora em processo de retomada; as franjas estão em retomada e se concentram hoje no Centro-Oeste.

 

Além do crescimento das fileiras militantes como dado mais relevante, e o maior protagonismo político e na luta social, adensaram-se todas as esferas de atividade partidária, particularmente com o Portal, com os cursos e com o sistema de contribuição militante. Entretanto todos os dados indicam insuficiente esforço na formação pela base (malgrado 12 mil CBVs desde 1999) e ainda lento ritmo de crescimento da adesão ao SINACON. Avançou a compreensão das frentes de massas, expresso nos resultados da mobilização e também na estruturação das frentes de direção na maioria dos Estados.

 

Bastante insuficiente é a assimilação da questão das bases: 2000 que vão se consolidando, das quais 293 por local de trabalho; apenas 173 municípios informam bases organizadas – o dado pode ser incompleto, mas a verdade é que não venceu na cultura partidária a idéia de que comitê só se justifica se for para dirigir bases. Faltam elementos para ajuizar o componente de flutuação 2001-2003.

 

Um outro aspecto a registrar é sobre a institucionalidade partidária. Foi mais uma vez muito variada a adoção de normas e regimentos para as Conferências e eleições internas do partido, em alguns casos com prejuízos processuais, e é muito variada a normatização de funcionamento das direções plenárias e executivas; há situações onde não se elegem secretarias essenciais, sobretudo de movimentos populares e de juventude.

 

Por fim, verifica-se ser débil o planejamento e a informação: vários Estados tratam de forma secundarizada do ponto de vista político o assunto. As técnicas de planejamento são muito genéricas. Em suma, há ainda uma batalha a travar pela assimilação da concepção de estruturação partidária e da centralidade dessa pauta na vida do Partido, sobretudo agora quando quase duplicamos nossos efetivos.

 

Quanto à estruturação, o 4o. PEP marca uma mudança positiva na cultura partidária e nos resultados. Há grandes avanços na assimilação dessa exigência em grandes Estados e há maior espírito autocrítico do Partido com respeito a essa exigência. Além do crescimento das fileiras militantes como dado mais relevante, e o maior protagonismo político e na luta social, adensaram-se todas as esferas de atividade partidária, particularmente com o Portal, com os cursos e com o sistema de contribuição militante. Elegemos 1250 dirigentes estaduais – 35% a mais que 2001 – revelando crescimento dos Comitês Estaduais; cerca de 10 mil dirigentes municipais foram eleitos em conferências. Na definição do 5o. PEP, que está em curso, as diretrizes nacionais foram discutidas em todas as Conferências Estaduais. Tudo vai confluir, para a versão final de objetivos, projetos e metas integradas entre Nacional e Estadual, compatibilizando as metas em cada Estado. Isso deverá ocorrer no início de 2004, abrindo ao mesmo tempo a primeira etapa que tem lugar durante a campanha eleitoral. Esperamos chegar a 100 mil militantes até o 11o Congresso, considerando que uma vitória expressiva de nosso campo e do PCdoB em 2004 abre possibilidades para isso.

 

 

NOVA FASE, OUTRAS DEFASAGENS

 

O mérito da reunião do CC é se debruçar sobre essa realidade e extrair conseqüências para o fortalecimento do caráter dirigente e de vanguarda do PCdoB. Conclui-se que o partido vive uma nova situação, que repõe o diagnóstico das defasagens e das exigências ampliadas pela sua estruturação.

 

Uma ordem de problemas deriva diretamente do crescimento. Em primeiro, a natureza do crescimento indica aspectos positivos: estamos no seio do povo, com sua característica fundamental de nível de experiência política, educacional e de renda. Mas não indicou esforço suficiente de direcionamento para os trabalhadores, das grandes empresas modernas do país. Em segundo, mesmo considerando no geral positivo o crescimento, é preciso ver que trazem novas concepções espontaneístas ao Partido, próprias de seu meio, ou até deformadas pela busca de projetos e interesses próprios. O indicador da proveniência de vereadores será uma possível amostra disso. O crescimento vai e precisa continuar, mas exige-se compreender que fluxo de filiação já não é o problema central, não nos basta esse fluxo, e sim repensar em profundidade formas do trabalho ideológico para assegurar o caráter do Partido, e avançar na política de organização, para pôr essa massa militante em movimento real, pelas bases, armados com a linha do Partido.

 

Isso se soma à segunda ordem de problemas. Cristalizam-se no Partido variadas situações de disputas, divisões e falta de unidade de direções em alguns Estados, relevando o diagnóstico do 10o Congresso de tendências malsãs, burocratizadas e-ou de caráter pragmático e imediatista na orientação do Partido. Isso vem mesmo se tornando um dado mais regular na vida do Partido, mostrando que é ainda insuficiente a compreensão de que quanto mais numeroso se faz o Partido, mais fortes precisam ser suas direções e maior coesão se precisa em torno do projeto político coletivo;

 

Há subestimação relativa do pivô que representam os grandes municípios, em primeiro lugar as capitais. O novo ciclo político do país e do Partido, pela sua própria natureza, só pode se expandir a partir deles. É preciso radiografar a realidade partidária para perceber que, apesar do crescimento geral, várias capitais estão enfraquecidas neste início de novo ciclo, como já foi tratado;

 

O Partido assimila muito desigualmente a decisiva questão do mergulho nos movimentos sociais, não apenas no sentido de acompanhar e participar das lutas do povo, mas de ter protagonismo próprio, desenvolver maior ação própria de massas e, nesse percurso, construir o Partido. Dada a relevância estratégica para impulsionar essa construção, a frente sindical é mais avançada em geral – há planos para melhorar posições nas CUTs estaduais ou mesmo hegemonia, mas há insuficiências em centros estratégicos como SP e RS. Quanto à juventude, também estratégica, revela-se ainda subestimação do potencial que tem para a construção partidária;

 

A atuação nas esferas governamentais veio com força e para ficar, sem que haja clara referência no trabalho de direção – como estamos procurando fazer no CC; é área que bem aproveitada impulsiona o partido; mas apresenta muitos problemas no tocante à drenagem de quadros, ao projeto que cumprem, ao quanto se remetem ao controle das direções partidárias, à necessidade de maior elaboração de linhas políticas, etc;

 

A situação material do Partido é grave e relativamente grave em muitos Estados, comprometendo o arranque de acumulação de forças. Não se tomou a pulso a idéia de que sustentação material é problema político de primeira grandeza, que precisa ser assentado em bases políticas e receber cuidados dos principais dirigentes e de todas as lideranças com mandato público. De modo agudo ou crônico, isso atinge sessões estaduais como as de GO, PA, DF, MA e mesmo Estados com maior força partidária; mesmo ao nível da direção nacional isso poderá ser gargalo ao melhor desempenho do Partido;

 

É débil a institucionalização da vida partidária, e é muito débil o grau de resposta ao controle necessário da vida partidária, manifestamente quanto ao perfil militante, os quadros e comitês. O censo partidário tem respostas ainda pouco à altura: temos dificuldade em conhecer – e portanto dirigir – de fato o Partido.

 

Enfim, são questões a serem superadas, relacionadas ao reforço da capacidade dirigente em torno do projeto político e da luta pela hegemonia de suas idéias avançadas no processo de luta por um Brasil soberano e independente, desenvolvido e democrático.

 

 

NOVO PATAMAR NOS ESFORÇOS DE ESTRUTURAÇÃO

 

Com claro espírito de elevar a luta pelo papel estratégico do PCdoB e de seu projeto político, o CC, ao adicionar novos elementos à radiografia partidária, deve afirmar a necessidade de um novo patamar nos esforços de estruturação. O PCdoB vai continuar crescendo, isso é bom e necessário. Isso vai seguir ocorrendo em primeiro lugar como fruto de nossa política e atuação política, e queremos que sobretudo por intermédio da ação política de massas. O Partido mostra capacidade de pôr a política no comando e ocupar seu lugar político – e a luta contra uma concepção doutrinarista da política vai precisar prosseguir, como parte do esforço de maturação do Partido. Mas isso, sendo indispensável, basta? A indagação se põe: como assegurar o caráter e o projeto do Partido? Permanece atual e suficiente o esforço de estruturação que vimos fazendo até aqui? Que desenvolvimentos se exigem?

 

A conclusão imperativa a que se chegou é que o atual esforço de estruturação é necessário mais que nunca, mas insuficiente. Sem isso, o crescimento se dará como “areia solta”, como dizem os chineses. Talvez nós brasileiros devêssemos dizer: como dunas. É preciso compreender, em primeiro lugar, que ainda não vencemos a batalha de idéias dentro do Partido, por uma sólida concepção de estruturação. Não se produziu ainda um discurso unívoco e consolidado, em torno disso. Isso é problema do CC: intensificar e ganhar essa batalha, superar o descompasso ideológico que, no fundo, é de concepção. Debater Partido é reafirmar o sentido estratégico de sua luta e, portanto, seu caráter determinado. Em segundo lugar, precisamos soldar mais essa concepção de estruturação partidária de alto a baixo, sobretudo nos escalões intermediários do Partido, lutar contra o rebaixamento estratégico de seu papel, enfrentar as pressões que sofremos. Em terceiro lugar, simultaneamente, é preciso desenvolver essa concepção, desenvolver o pensamento de Partido, para pô-lo em consonância com o nosso tempo, nossa gente e com o projeto político do Partido. Como se sabe, propusemos o eixo de um PC de massas.

 

Por isso tudo elaboramos um documento intitulado “Um PC de massas, organizado pelas bases, sobretudo entre os trabalhadores, consolidado a partir de direções intermediárias em especial nos grandes municípios, com intenso protagonismo político entre os trabalhadores e todo o povo”. Ele parte das questões fundamentais, repostas nos termos concretos de hoje: a) superar a subestimação do papel central do proletariado para o projeto político partidário, conforme concluído no  Encontro Sindical Nacional realizada em 2001, o que implica a necessidade de maior direcionamento da construção partidária entre os trabalhadores, sobretudo das grandes empresas do país, superando a tendência espontânea de crescimento; b) superar a falta de sólidas e estáveis organizações de bases partidárias, conforme o documento Nenhum Comunista sem Organização de Base, de 1999,  e, conseqüentemente, ultrapassar a dificuldade crônica em incorporar os novos contingentes efetivamente à vida partidária; c) superar o gargalo da sustentação econômica e material da atividade partidária, conforme concluído expressamente desde o 9o Congresso, que reclama pôr em bases políticas seu enfrentamento; d) assegurar o caráter partidário e sua vida interna sadia, combatendo manifestamente os fenômenos negativos expressos em espontaneísmo na sua construção, divisões ou disputas internas, comitês pouco atuantes, burocratismo pragmático e carreirismo.

 

Tratamos o tema estruturação sem fundamentalismos, assim como tratamos a política sem doutrinarismos. É para não diluir nem subestimar a luta estratégica. Um partido mais forte e estruturado é necessário para cumprir o projeto político do Partido, nas condições reais e concretas daqui e agora, é para construir a hegemonia das idéias e da política do Partido no movimento em curso. Com a política no comando sim, mas um processo que não se basta com a pauta política – exige pôr em plano igualmente elevado na pauta partidária o tema estruturação que abarca a esfera política, ideológica e organizativa. É isso que precisa do envolvimento direto do CC e de todas as instâncias dirigentes do PCdoB.

 

Para isso o CC convoca um Encontro Nacional sobre Questões de Partido. O Encontro visa dar passos na direção desse objetivo. Nele se propõe um enfoque voltado ao militante partidário. Visamos dar à concepção de estruturação partidária o caráter de princípios internos permanentes da construção partidária, fazer campanhas e mais campanhas em torno delas, como modo de afirmar o papel estratégico do Partido.

 

Nele não criamos nada de diferente, nenhum insight novo, mas principalmente sistematizamos o que foi elaborado nos últimos 5 anos, particularmente na 9a. Conferência por sua atualidade, e tratamos de levar isso à militância. São 7 questões nodais: apreender a linha política fundamental do Partido, implementar as linhas renovadas de acumulação de forças, assegurar o centralismo democrático, desenvolver a institucionalidade partidária, forjar quadros para o novo tempo, e estruturar mais e melhor o Partido, onde se estabelece um decálogo mais permanente e duradouro para o esforço de estruturação.

 

Ao final se propõe um programa de trabalho na frente da organização, que precisa ser bem avaliado criticamente por todos no CC, porque é muito impactante e trabalhoso e deveria envolver a nós do CC: uma política de organização mais desenvolvida para impulsionar a estruturação.

 

O Encontro, para o início de 2004, pode ser um marco na vida partidária. A reunião do CC, sem dúvida, é já o início desse debate. Agora, vamos estendê-lo a toda a militância partidária, convocada desde logo a tomá-lo em suas mãos, com decisão e espírito combativo.