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Índice de notícias e documentos do 1º Censo Partidário

 
 
1º Censo nacional partidário vai revelar "quanto somos, quem somos e onde estamos"

O presente processo de Conferências Estaduais Ordinárias, destinado a se transformar num amplo movimento nacional de fortalecimento e estruturação do PCdoB em todo o país, inclui uma medida nova e indispensável a esse propósito: o 1º Censo Nacional Partidário. Este censo tem como um de seus objetivos obter uma resposta atualizada às questões de quantos somos os comunistas, que perfil tem nossa militância, nossos quadros e comitês, e onde está implantada a estrutura partidária.

Já diagnosticamos, no 9º e 10º Congressos, que nossas defasagens organizativas têm raízes político-ideológicas, expressando um determinado grau de maturação de nossa corrente de pensamento e ação no país. Um aspecto saliente delas está sintetizada no pouco cuidado com a resposta às questões de quantos somos, quem somos e onde estamos presentes. Neste momento de estirão no crescimento partidário, a manutenção de práticas excessivamente informais nessa matéria poderá comprometer a própria ação política e institucionalidade da vida partidária.

Por isso, o movimento do 1º Censo Nacional Partidário tem destacada implicação na esfera política, ideológica e organizativa. As respostas que pretendemos obter com ele têm, em primeiro lugar, sentido político, pois o contingente militante organizado dos comunistas é parte integrante da correlação de forças políticas na sociedade. Particularmente, ele será importante para planejar a ação política e de massas do Partido, aí incluídas as mobilização sociais e as eleições de 2004.

Tem também elevado conteúdo ideológico, pois o sentido de pertencimento dos militantes a uma das organizações partidárias, sobretudo na base, é parte indelével de nossa identidade partidária. Por fim, notoriamente, tem efetivo papel organizativo, pois permite identificar a disposição das forças de militantes e quadros pelo país, dotando-nos de uma ferramenta indispensável à sua mobilização.

O 1º Censo é um movimento de vulto, que precisa mobilizar a energia organizadora do Partido em todos os escalões. O mais decisivo é que o Censo não seja concebido apenas como algo ultracentralizado em uma ou poucas pessoas responsáveis. Pelo contrário, a campanha pela sua realização precisa galvanizar cada instância partidária, o próprio coletivo partidário, ganhar sentido auto-mobilizador no Partido. Por isso, será organizada uma campanha pela sua realização, devendo alcançar a consciência de todos e cada um de nossos militantes, quadros e comitês. Esperamos que essa campanha se multiplique por todos os Estados.

Medidas especiais estão sendo adotadas normativamente, para assegurar o êxito de empreitada. A responsabilidade principal está nas mãos dos Comitês Estaduais. A direção nacional se responsabilizará pela criação de um novo e eficiente sistema de informática, conectado à rede da net, em substituição do atual sistema, permitindo maior qualidade na informação e maior interação entre instâncias nacional e estaduais.

Os formulários de cadastramento são mais completos e variados. Foi reformulada a Ficha Nacional de Filiação e Recadastramento. Será introduzido um formulário de Cadastro dos Comitês Partidários e um Cadastro dos Quadros Partidários. Na transição ao novo sistema, o recadastramento militante será feito mais uma vez por meio eletrônico, enquanto os demais formulários serão enviados para a direção nacional, para que ingressem no sistema de informação.

Organizar a aplicação da nova política decidida na 9ª Conferência Nacional é tarefa de vulto, complexa e relativamente prolongada. O Censo Partidário é parte das exigências que temos nesse sentido - a de erigir um sistema de "inteligência" com instrumentos modernos para permitir efetiva mobilização e controle nesse caminho. Por isso, a sua realização conseqüente integrará um esforço concentrado no período de Conferência - de 14 de julho a 8 de dezembro -, com alvos e metas bem determinados. É uma etapa decisiva para montar a "árvore" de informação, que ulteriormente seguirá sendo alimentada. Isso porque o recenseamento das forças partidárias será concebido como fluxo e, portanto, alvo de esforço permanente. Nosso esforço está destinado a superar certa aversão á organização, mal-disfarçada em suposto anit-burocratismo. Ao contrário, a decisão de realizar o Censo releva a atenção, os cuidados e mesmo o apreço que devemos ter pelos militantes e quadros partidários, pela vida das organizações partidárias. É o caminho para um Partido Comunista do Brasil forte, numeroso, estruturado como Partido de amplas massas, ao mesmo tempo classista e revolucionário.

 
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