China pretende aumentar salário mínimo

As autoridades da China anunciaram que pretendem aumentar em até 40% o valor do salário mínimo dos trabalhadores do país. A ideia é buscar soluções para a redução da diferença entre ricos e pobres. O governo também vai determinar que as empresas estatais terão de repartir melhor os lucros.

De acordo com especialistas, a China tem um elevado índice de desigualdade. A diferença social é uma preocupação para o governo chinês. A China é o país mais populoso do mundo com mais de 1,3 bilhão de pessoas.

Além do aumento de salários, a China apresentou reformas tributárias para fazer com que empresas estatais em melhores condições financeiras, especuladores imobiliários e os ricos paguem mais.

As reformas sinalizam uma tentativa de direcionar o crescimento econômico para o aumento do consumo, afastando-se do atual cenário de dependência de gastos em investimentos. Uma mudança importante tornará a taxa de juros mais flexível. Os juros sobre os depósitos em poupanças têm ficado aquém da inflação há muitos anos, o que reduzia os retornos das famílias e levava os que podiam a investimentos mais especulativos.

Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorreu em junho do ano passado, as autoridades advertiram que a população global deverá aumentar para 9 bilhões de pessoas até 2040. A estimativa é que o número de consumidores de classe média aumente em 3 bilhões, nos próximos 20 anos, elevando a demanda por recursos.

Em 2030, pelos dados das Nações Unidas, o mundo vai precisar de pelo menos 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais água. A estimativa é que mais de 1 bilhão de pessoas ainda viverão na pobreza. A desigualdade entre ricos e pobres, tanto interna quanto entre países, deve aumentar, segundo especialistas.

Com Agência Brasil e Reuters