Jovem advogada denuncia assédio e logo depois é encontrada morta

A advogada Ariadne Wojcik, 25 anos, foi encontrada morta na chapada dos Guimarães, próxima a cidade de Cuiabá, nesta quarta-feira (9). Recém-formada na Universidade de Brasilia (UNB), a jovem denunciou, nas redes sociais, horas antes de desaparecer, que estava sendo perseguida pelo professor Rafael dos Santos que a empregou em seu escritório de advocacia, localizado no Distrito Federal, durante seis meses.

Jovem advogada denuncia assédio é logo depois é encontrada morta - Reprodução/ Facebook

Ariadne conta que sempre teve admiração pelo professor, mas quando começou a trabalhar no local, ele confundiu a relação e começou a assediar a jovem com mensagens e presentes. "As coisas ficaram muito estranhas quando ele demonstrava que sabia todos os lugares onde eu ia, sabia o teor das minhas conversas por WhatsApp, com quem eu falava, sabia as páginas que eu acessava no meu computador pessoal, a minha vida era completamente monitorada", relatou na mensagem de despedida postada no Facebook.

Ela afirmou que, mesmo saindo do Distrito Federal e indo morar no Mato Grosso a perseguição continou e que temia pelo poder que Rafael possui. 

“Eu achava que aqui, em Cuiabá, no emprego novo, na vida nova, eu estaria a salvo da perseguição dele, mas ele nunca desiste, nunca. Eu estou exausta e não tenho mais forças para tentar me desvencilhar das artimanhas dessa mente doentiamente perversa e egocêntrica. Cheguei no fim da linha”, diz em outro trecho da postagem. 

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Ariadne foi nomeada na terça-feira (8) para uma vaga no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e tomaria posse nesta quarta-feira (9).

Segundo a Polícia Civil, um tio da jovem reconheceu o corpo que estava no Mirante, um dos pontos turísticos do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Um inquérito policial deve ser aberto para investigar as causas da morte.