China investe em 11 hospitais temporários para reagir ao coronavírus

Equipamentos se somarão a dois outros hospitais que foram construídos em tempo recorde

As autoridades de Wuhan – cidade chinesa onde teve início a propagação do coronavírus – vão transformar 11 espaços destinados a grandes públicos em hospitais temporários. Estão previstas adaptações em arenas esportivas, centros de exposições e outros equipamentos.

Na terça-feira (4), o governo local confirmou a conclusão dessa adaptação em três endereços: o ginásio de Hongshan, o Centro Internacional de Conferências e Exposições de Wuhan, e o complexo cultural conhecido como “Wuhan Living Room”. Os locais mencionados adicionam 3.400 leitos à rede municipal de atendimento de saúde. Os primeiros pacientes começaram a chegar na noite de quarta-feira (5).

Um vídeo da TV estatal chinesa CCTV mostra o trabalho de montagem nas instalações mencionadas. Com os outros oito espaços anunciados, os hospitais provisórios vão representar mais 10 mil leitos para atendimento aos pacientes do coronavírus. A previsão é que todos estejam em operação ainda nesta semana. Apenas nas quadras do ginásio de Hongshan foram instalados 700 leitos.

Além das adaptações em áreas já existentes, o governo da China também investiu na construção de dois hospitais em Wuhan, a partir do zero, em tempo recorde. O primeiro deles foi finalizado em dez dias dez dias e recebeu na terça-feira os primeiros pacientes.

O hospital – que recebeu o nome de Huoshenshan e é administrado pelo exército – é um dos dois centros médicos pré-fabricados construídos para enfrentar a epidemia que soma o maior número de vítimas na província de Hubei, que tem a cidade de Wuhan como capital. A construção do hospital exigiu um exército de operários, mobilizados dia e noite, que nivelaram o terreno, instalaram as fundações de cimento e estabeleceram as conexões de água e energia elétrica.

“Huoshenshan” significa “montanha do Deus do Fogo”, um personagem da mitologia da filosofia taoista que pode expulsar os vírus e infecções graças ao calor. O hospital tem uma equipe médica militar de 1.400 pessoas, todas com experiência na luta contra os vírus SARS e ebola. O segundo hospital em Wuhan, um local rebatizado como Leishenshan (“montanha do Deus do Raio”), terá 1.600 leitos.

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