Sociedade pagou mais do que empresários na Previdência, admite Maia

A reforma da Previdência formatada por Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro, era ainda mais dura que a versão final aprovada.

Maia articulou aprovação de reforma de Bolsonaro - Marcos Corrêa/PR

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu nesta terça-feira (18): a reforma da Previdência penalizou mais a sociedade que o empresariado. Maia deu a declaração ao participar de evento promovido em São Paulo pelo banco BTG Pactual.

“Infelizmente, elite também erra, porque quer que a sociedade pague a conta da redução do custo de alguns setores da economia. Mas temos que falar a verdade. Na [reforma da] Previdência, a sociedade pagou mais a conta do que empresários. Na tributária, todos vão ganhar, porque o Brasil vai crescer”, disse.

Sobre a reforma tributária, Maia disse que alguns empresários pensam em recriar a CPMF “para que a sociedade pague a conta”.

A reforma da Previdência formatada por Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro, era ainda mais dura que a versão final aprovada pelos parlamentares. As mudanças, que previam economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos à custa do trabalhador, agora devem proporcionar economia de R$ 900 bilhões no mesmo período.

Mesmo assim, os trabalhadores tiveram perdas significativas. Foi instituída idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. O valor do benefício, antes calculado com base em 80% das contribuições mais altas, agora é calculado segundo a média de todas as contribuições. Ou seja, o contribuinte se aposenta com um benefício menor. Para se aposentar com o benefício integral é preciso contribuir por um período de 35 (mulheres) a 40 anos (homens).

Com informações do UOL.

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