Bolsonaro admite que divulgou mensagem golpista

Numa manobra diversionista, o presidente tentou, através de sua conta no Twitter, amenizar o impacto de seu ato afirmando que divulgou mensagem de caráter pessoal. Aliados seus confirmam que receberam e ajudaram a compartilhar a convocação.

Bolsonaro fomenta o obscurantismo

Depois de divulgar dois vídeos apoiando uma manifestação convocada por grupos de extrema-direita contra o Congresso Nacional, Jair Bolsonaro tentou se livrar da responsabilidade afirmando que são ilações em relação à mensagens de caráter pessoal e que há “tentativas rasteiras de tumultuar a República”. Ocorre que o ex-deputado Alberto Fraga confirmou aos jornais O Globo e O Estado  de São Paulo que recebeu do próprio Bolsonaro, via WhatsApp, um dos vídeos. Já o secretário da Pesca, Jorge Seif Jr.,  compartilhou o mesmo vídeo com seus contatos no aplicativo.

O gesto de Bolsonaro foi amplamente criticado por lideranças políticas, inclusive três ex-presidentes da República. Para o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o presidente o ato do presidente pode abrir caminho para a instalação de um processo de impeachment no Congresso Nacional. Já o recado do STF declarou que Bolsonaro não está à altura do cargo que exerce e revela sua face sombria ao desrespeitar os poderes da República. 

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