Deputados chamam Bolsonaro de irresponsável por estar e apoiar atos

O presidente já havia recomendado que as manifestações não ocorressem por causa da pandemia do coronavírus

(Reprodução)

O apoio e a presença de Bolsonaro nos atos antidemocráticos a seu favor neste domingo (15) provocaram perplexidade no meio político. Desde cedo, o presidente divulgou nas suas redes manifestações pelo país e mais tarde resolveu comparecer numa delas em frente ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro já havia recomendado que os atos não ocorressem por causa da pandemia do coronavírus.

A deputada Alice Portugal (PCdoB) considerou a situação crítica. “Gravíssimo, por buscar romper o rito constitucional e desmontar os poderes da República. E criminoso por descumprir regras sanitárias básicas, em casos de pandemias, como a que vivemos”, disse.

“A verdade é que o miliciano do Planalto achou que poderia surfar em grandes mobilizações fascistas. Viu que era coisa menor, de fanáticos, e resolveu ganhar nas duas pintas: fingiu desmobilizar e insuflou a horda ao mesmo tempo. Resultado: saiu minúsculo!”, disse o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

O senador Humberto Costa (PT-PE) diz que o pior exemplo no Brasil vem do presidente da República, aquele que chamou o coronavírus de fantasia e apareceu de máscara depois. “Dá um show de irresponsabilidade”, diz.

O vice-líder do PL, deputado Marcelo Ramos (AM), afirmou que a ida do presidente às manifestações deixa claro que ele não tem nenhuma responsabilidade com a agenda econômica do país.

“Se estivesse, estaria procurando unir o povo em torno dela e não dividir o povo em torno de pautas antidemocráticas e secundárias. Ele se entrincheira no seu gueto de radicais que é cada vez menor”, avaliou o deputado.

“Enquanto líderes mundiais tomam medidas duras para proteger a vida das pessoas, Bolsonaro brinca de fazer manifestação, ignorando uma pandemia. Absolutamente irresponsável. É provável que os bolsonaristas extremos tenham criado, hoje, o maior foco de disseminação do coronavírus”, disse Alessandro Molon (PSB-RJ)

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), diz que Bolsonaro saiu de casa para espalhar o vírus do fascismo.

“Na hora da crise e da pandemia, o país precisa de um governo responsável, sério e que pense primeiro na população. Mas o que temos no Planalto é um covarde fanfarrão, que se comporta como cafajeste”, criticou.

“Enquanto todo o Brasil se mobiliza para impedir o aumento exponencial do coronavírus, o presidente da República resolve aparecer na manifestação que ocorre em Brasília. O evento, embora pequeno, aglomera uma quantidade não recomendada de pessoas. Irresponsabilidade gritante”, avaliou a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP).

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2 comentários para "Deputados chamam Bolsonaro de irresponsável por estar e apoiar atos"

  1. Darcy Brasil disse:

    O que chama a atenção nessas manifestações é a predominância de indivíduos ligados aos militares (Forças Armadas e Polícias Militares), o que revela um perigoso divórcio das instituições portadoras da capacidade de exercício de poder através da força das armas em relação aos interesses de seu povo, tratado como se gado fosse e devesse a obrigação de ser oprimido e explorado sem direito à contestação. Para piorar, o “patriotismo” de que os militares se gabam não passa de uma caricutura, posto que defendem os interesses geopolíticos de dominação de uma potência estrangeira, imperialista, os EUA. A “pátria” dos militares é uma pátria absurda, esvaziada de seu conteúdo principal, que são os interesses do povo. Os militares criaram uma “pátria plana” (em alusão ao terraplanismo) cujos interesses contrariam os interesses da maioria de seu povo e favorecem, na prática, os interesses da plutocracia financeira, em geral, e do imperialismo estadunidense, em particular. Parte expressiva das Forças Armadas brasileiras se movimenta tentando se transformar em uma espécie de exército de ocupação de uma potência estrangeira, formado, entretanto, por militares que nasceram no Brasil, que se convertem, assim, em repugnantes traidores da “pátria redonda”, a pátria verdadeira, por quem morreram nossos heróis, e cujos interesses coincidem com os de seu povo. Como poderão os que prezam as liberdades democráticas, a soberania nacional, os interesses maiores da nação e de seu povo, realizar os seus objetivos com armas apontadas contra as suas cabeças?

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