Coronavírus fecha montadoras e paralisa o setor automotivo pelo mundo

Diversas multinacionais anunciaram o fechamento de suas unidades ao longo do mês de março

Fábrica da Volkswagen na cidade alemã de Wolfsburg é uma das atingidas pelo avanço do coronavírus

O setor automotivo é um dos mais afetados pelo coronavírus, seja pelo fechamento de indústrias de autopeças na China, seja agora pela crise na Europa. Nos últimos dias, diversas multinacionais anunciaram o fechamento de suas unidades ao longo do mês de março.

É o caso da Fiat, que decidiu fechar, até o final do mês, oito fábricas na Itália. A montadora seguirá, assim, o caminho de marcas de luxo, como a Ferrari e a Lamborghini (do grupo Volkswagen) – que parou a produção da linha no norte da Itália e deve fazer o mesmo na unidade da Eslováquia.

Renault, Ford, Nissan e Seat (do grupo VW) fecharam as fábricas na Espanha, também por falta de peças. Na noite desta segunda, a Renault parou suas 12 fábricas na França. A francesa PSA (que produz as marcas Peugeot, Citroen, Vauxhall, Opel e DS) foi outra montadora a anunciar o fechamento, até o final do mês, de todas as fábricas na Europa. A empresa tem unidades em sete países: França, Alemanha, Espanha, Polônia, Portugal, Eslováquia e Grã-Bretanha.

As quarentenas decretadas na Itália e na Espanha reduziram a produção de peças nesses países, que são importantes fornecedores da Volkswagen. Com a falta de insumos, a montadora já teve que reduzir a produção e pode ter de fechar sua maior fábrica, em Wolfsburg, na Alemanha.

Desde que o estado da Bavária declarou estado de emergência, a Volks encontra problemas. É nessa região que a empresa produz os carros da Audi. Um dos contratempos no setor de peças é o da fabricante de pneus Michelin, que fechou todas as fábricas na França, na Espanha e na Itália.

Aviação

Outro setor que entrou em situação crítica é o de aviação. Nesta semana, empresas como Air France, KLM, Norwegian e SAS começaram a dispensar funcionários, enquanto praticamente todas as companhias cortaram voos. Por causa da dificuldade de levar insumos de um país para outro – já que várias fronteiras foram fechadas –, a União Europeia adotou novas regras para o trânsito dentro do continente.

Segundo Eric Mamer, o porta-voz da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estão se formando longas filas de caminhões nas estradas. O engarrafamento impede peças de chegar às fábricas e afeta até mesmo a produção de equipamentos médicos.

Com informações da Folhapress

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