Luciana Santos defende solidariedade ao povo e um basta a Bolsonaro

A presidente do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco fez duras críticas aos posicionamentos de Bolsonaro, que tem confrontado governadores e prefeitos e até o Ministro da Saúde ao incentivar o fim do isolamento social, o retorno ao trabalho e a reabertura das escolas.

Foto: Diego Galba/VG

Luciana Santos participou, na tarde desta segunda-feira (30), de uma transmissão pelas redes sociais e para tratou do enfrentamento à crise coronavírus. Ela destacou o esforço de união da oposição contra Bolsonaro, materializado em um Plano de Emergência Nacional, com série de ações concretas enumeradas em documento divulgado nesta segunda-feira. “Nós, dos partidos de oposição, estamos organizando uma queixa-crime contra Bolsonaro”, adiantou Luciana, comentando que a denúncia relaciona-se ao fato do presidente ter circulado, neste domingo (29), por diversas regiões administrativas do Distrito Federal  incentivado aglomeração de pessoas e contestando as medidas de combate à pandemia que afeta gravemente o mundo e o Brasil.

“Hoje, lançamos uma nota comum de vários partidos do nosso campo conclamando medidas emergenciais e um ambiente de unidade nacional. Não se pode conclamar guerra contra governadores e prefeitos que estão cumprindo o que diz a Organização Mundial da Saúde e o próprio Ministério da Saúde. Esta briga inconsequente. [Bolsonaro] quer colocar a crise no colo dos governadores e prefeitos”, afirmou Luciana. Para a dirigente comunista “A nota é uma conquista, é simbólica e é emblemática. Estamos vendo a necessidade de buscar convergência, e de sermos firmes, apesar das nossas diferenças. O que está em jogo é a vida dos brasileiros e a busca por alternativas para a nação reencontrar o rumo do crescimento”.

“Em um momento assim podem prevalecer modelos autoritários ou alternativas, um novo modelo, com Estado do tamanho necessário para garantir os direitos do povo. E não o Estado Mínimo propalado pela agenda neoliberal”, destacou Luciana Santos.

Fique em casa

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o isolamento social horizontal, os cientistas, o próprio Ministério da Saúde, que organiza e orienta a ação dos municípios e estados. O isolamento leva a paralisia de certas atividades. É claro que sabemos dos efeitos disto. Mas a solução não é ignorar a pandemia”, ressaltou a presidenta nacional do PCdoB.

Ao comentar o cenário atual, Luciana denunciou a falácia contida no discurso da retomada de atividades econômicas e a volta ao trabalho. Para ela, um país como o Brasil, dependente de insumos em diversas áreas da sua cadeia produtiva, não tem condições de retomar atividades na medida em que faltarão suprimentos oriundos de outros países que também estão respeitando as recomendações das autoridades sanitárias e paralisaram suas atividades em razão da pandemia. “Nosso país tem independência em commodities, e olhe lá. Se o mundo está parado, como vamos voltar à atividade econômica?”, frisou.

Barrar Bolsonaro

A presidente do PCdoB abordou também a resolução do partido adotada na sexta-feira (27), que firmou a necessidade de “barrar Bolsonaro” e  propôs  uma série de medidas visando assegurar “investimentos robustos no SUS”, para que não faltem equipamentos de proteção aos profissionais de saúde, UTIs, leitos e respiradores para os pacientes, testes e tudo mais que seja necessário para o momento.

Comentou a importância de informar corretamente a população e pressionar para que o apoio às famílias que mais precisam saia do papel e destacou a importância da atuação da bancada do PCdoB na Câmara. Tratou ainda do financiamento do Estado para garantir as necessidades do povo. “O estado mínimo está falido, está demonstrado, ainda mais num momento como este”, afirmou, em defesa da necessidade de o poder público garantir os direitos, empregos e renda para a população. Ressaltou ainda que a militância do seu partido deve enfrentar o debate de ideias e atuar de forma solidária em defesa da saúde e da vida do povo. “Precisamos cuidar das nossas vidas, precisamos de solidariedade, e de basta, Bolsonaro”, concluiu.

Da redação, com informações do Portal PCdoB

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