Pesquisa indica nova queda na aprovação de Bolsonaro

Pela terceira vez seguida Bolsonaro perde apoio em sua atuação como presidente.

Aprovação de Bolsonaro está cada vez menor

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Atlas Político confirma uma queda progressiva na aprovação de Bolsonaro, que tem contrariado as orientações de autoridades de saúde sobre o combate à pandemia de Covid-19. O presidente da República é avaliado como ruim ou péssimo por 43% dos entrevistados. Em 20 de fevereiro, o percentual negativo era de 38%. Por outro lado, hoje apenas 23% consideram a gestão do presidente ótima ou boa, seis pontos a menos do que os 29% registrado em 20 de fevereiro. Além disso, o desempenho pessoal de Bolsonaro é aprovado apenas por 37,6% dos pesquisados, contra 58,2% que desaprovam.

Por sua vez, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem avaliação positiva de 64% dos entrevistados e de forma negativa por 17%, sendo o maior percentual entre os integrantes do governo. A pesquisa indica ainda que 76,2% dos brasileiros é contra uma eventual demissão do ministro, cuja defesa do isolamento social conflita com as declarações e atitudes de Bolsonaro.

As últimas semanas foram de tensão entre Bolsonaro e o ministro, em meio às discordâncias sobre as medidas para combater o novo coronavírus. No centro das divergências entre os dois estavam medidas de isolamento social implementadas por governadores e prefeitos – endossadas por Mandetta – e o uso do medicamento hidroxicloroquina no tratamento da doença – defendido enfaticamente por Bolsonaro.

Ao contrário de Bolsonaro, 72,2% dos entrevistados concordam com as medidas de isolamento social ( suspensão das aulas, fechamento de lojas, limitações na circulação das pessoas, etc) visando contenção do coronavírus impostas e apenas 19,6% discordam.

A pesquisa foi realizada online com 2 mil pessoas entre domingo e terça-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Medo de pegar a doença e impacto na renda

Ao serem questionados sobre se possuem medo de pegar o coronavírus, 41,9% dos consultados afirmaram que sim, e que, inclusive, temem por suas vidas. Outros 31% também responderam que sim, mas que temem apenas ficar doentes, enquanto 27,1% disseram não ter medo.

Só 13,8%, contudo, não estão com medo de perder algum parente da família para a Covid-19, enquanto 86,2% admitem esse receio.

Os entrevistados ainda responderam que 36,1% perderam o emprego em meio à crise, 51,6% tiveram redução na renda mensal e 36,1% afirmaram que ainda não sentiram nenhum impacto sobre a renda.

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