Demissão de Moro repercute mal entre empresários bolsonaristas

Empresários do grupo Brasil 200, que deu sustentação política a Bolsonaro desde o início de seu governo, lamentaram demissão de ex-ministro da Justiça.

Devedor da Previdência, Luciano Hang é apoiador de primeira hora de Bolsonaro

A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça abalou o apoio de Jair Bolsonaro entre empresários do Brasil 200, grupo que deu sustentação política ao presidente desde o início de seu governo.

Gabriel Kanner, presidente do Instituto Brasil 200 e sobrinho de Flávio Rocha, dono da Riachuelo, disse ao jornal Folha de S. Paulo que sentiu “decepção absoluta” com a demissão de Moro.

“Eu me sinto absolutamente traído como eleitor. Acho que todos que acreditaram no discurso do combate à corrupção se sentem traídos”, diz Kanner, que considerou “graves” as acusações de Moro de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, Flávio Rocha foi mais comedido. Lamentou a saída de Moro, mas buscou minimizar os fatos graves narrados pelo ex-ministro – que se calou ao longo de meses sobre a interferência do presidente da República na atuação da Polícia Federal.

Rocha disse que a saída de Moro é “uma perda” porque o ex-ministro era “o símbolo da coluna mais importante do governo”, o combate à corrupção. Mas afirmou que não representa “uma interrupção”. “A corrupção pressupõe algo estatizante. Estamos vendo o livre mercado avançando, que é a antítese da corrupção”, delirou.

Nem o avanço do livre mercado, contudo, está seguro no governo de Jair Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe, têm entrado em atrito com a ala militar, que defende aumento do gasto público para combater os efeitos da pandemia.

Outro integrante do Brasil 200, Luciano Hang, dono do grupo Havan – cuja dívida milionária com INSS e Receita Federal foi parcelada em 115 anos no governo Bolsonaro – fez um post em homenagem a Moro no Twitter.

“Obrigado por tudo que você fez pelo nosso país. Gerações e gerações lembrarão do seu legado. O povo brasileiro estará sempre ao seu lado. Estamos juntos”, escreveu.

Com informações da Folha e Estado de S.Paulo

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