A face humana de Lênin, por Carolina Maria Ruy

“As fotos de Lenin oferecem uma dimensão mais íntima e pessoal do líder, reforçando seu caráter afável e risonho. A nova visão aberta aqui não diminui sua autoridade e importância”

(Fotos: Russia Beyond)

O alto mar da internet nos traz pérolas que outrora dificilmente encontraríamos em terra firme. As fotos alegadamente “nunca vistas antes” de Vladimir Ilyich Ulianov, Lenin, divulgadas pelo site Russia Beyond, por exemplo, é uma dessas joias que antes da web talvez só encontrássemos em algum museu ou arquivo em Moscou.

Nos acostumamos com a imagem dura de grandes líderes políticos. Embora a famosa foto de Lenin segurando um gatinho fofo já seja conhecida entre o povo da esquerda, destoando daquela aura rígida e ameaçadora, ele não escapa dos preconceitos dessa mentalidade forjada nesta cultura individualista.

Mas o novo, e sem dúvida admirável, mundo das redes sociais e das buscas rápidas, traz a possibilidade de uma nova visão, que revela traços pessoais mais humanizados.

As fotos de Lenin oferecem uma dimensão mais íntima e pessoal do líder, reforçando seu caráter afável e risonho. A nova visão aberta aqui não diminui sua autoridade e importância. Ao contrário, revela seu traço humano: quando criança, com sua irmã Olga; jogando xadrez; caminhando pelas montanhas; passeando no jardim do Kremlin com o político, historiador e escritor russo Bonch-Bruevich, que foi seu amigo e secretário pessoal; acariciando um cachorro; brincando com seu sobrinho Viktor.

Isso o torna ainda mais forte e revolucionário uma vez que nos vemos e nos identificamos com ele.

Lênin e sua irmã Olga em sua cidade natal, Simbirsk (Ulyanovsk), em 1874. Olga era a pessoa mais próxima de Lênin em sua família e morreu muito jovem, vítima de febre tifóide, em 1891. A primeira coisa que Lênin fez ao voltar para a Rússia em abril de 1917 foi visitar o túmulo de sua irmã no cemitério Volkovo, em Petrogrado (atual São Petersburgo).
Lênin (à direita) jogando xadrez com o cientista e revolucionário russo Alexander Bogdanov, durante visita ao escritor Maksim Gôrki (na foto usando chapéu), na ilha de Capri, na Itália, em 1908.
Lênin caminhando pelas montanhas próximo à cidade polonesa de Zakopane, em 1913. No local, na vila de Poronin, na região da Galícia que pertencia ao império Austro-húngaro, Lênin viveu de 1912 até o início da Primeira Guerra Mundial. Ele foi preso pela polícia austríaca sob suspeita de espionagem, mas logo foi libertado.
Vladimir Bonch-Bruevich e Lênin (à esquerda) caminham pelo Kremlin em 16 de outubro de 1918. Político, historiador e escritor soviético, Bonch-Bruevich foi secretário pessoal e amigo de Lênin.
Lênin inaugurando uma placa de homenagem na parede do Kremlin, em honra a todos que morreram em defesa da paz e da união dos povos, em 7 de novembro de 1918.
Lênin no funeral do líder revolucionário Mark Elizarov, em 13 de março de 1919. Casado com a irmã de Lênin, Anna, ele foi enterrado na necrópole de Ulianov, no cemitério Vôlkovo.
Lênin na Praça Vermelha, durante desfile de trabalhadores em comemoração à Revolução Socialista, em 7 de novembro de 1919.
Lênin tomando notas durante o 3º Congresso Comintern no Kremlin, em 7 de julho de 1921.
Lênin brincando com um cachorro na propriedade de Maksim Górki, na região de Moscou, em 1922. Pouco antes de sua morte, quando sua saúde tinha se deteriorado muito, Lênin foi aconselhado por seus médicos a passar mais tempo com animais de estimação, para manter-se calmo.
Lênin com seu sobrinho Viktor, filho de seu irmão Dmítri Uliánov, em 1922. Viktor trabalhou como engenheiro em Moscou e morreu em 1984.

As fotos e textos podem ser acessadas diretamente aqui no site do Russia Beyond

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