Wilson Witzel: A estapafúrdia tese de conspiração política

Em artigo publicado no jornal O Globo, o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel questiona Bolsonaro: “Por que incendiar o Brasil num momento em que os brasileiros mais precisam de um líder que una o país?”

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Segundo ele, no período transcorrido desde o conhecimento da primeira transmissão comunitária da Covid-19, no dia 13 de março, medidas restritivas foram adotadas no estado do Rio, as mesmas que estão sendo tomadas em todo o mundo, baseadas em autoridades sanitárias, infectologistas e no secretário de Saúde, Edmar Santos. “As ações de contenção do vírus, todos sabemos, são duras e têm consequências econômicas. Sempre soubemos disso. Mas a decisão sempre foi priorizar a vida das pessoas. Pessoas que perdem suas vidas não trabalham”, escreveu.

Wilson Witzel afirma que o núcleo bolsonarista e seu gabinete de fake news insiste na estapafúrdia tese de conspiração política. Algo como “os governadores querem destruir a economia para enfraquecer o Bolsonaro”. “Ora, se essa tese fosse transportada para todo o mundo, seria o caos mundial. Em todos os lugares do mundo, o isolamento social foi entendido como absolutamente necessário. Como uma ação de sobrevivência em meio a uma guerra. Uma guerra humanitária e de saúde como nunca vista antes”, enatizou.

Ele informa que governadores de todo o Brasil seguiram a mesma linha adotada no Rio de Janeiro, protegendo seus cidadãos do coronavírus letal. Wilson Witzel relata que com o comércio fechando as portas, com os empresários em dificuldade, com as pessoas que mais precisam em desespero, o estado teria que atender a todos.

“Mas é aí que a tese de bolsonaristas, defendida pelo presidente da República, nos deixa atônitos. O presidente, que trata o Covid-19 como uma ‘gripezinha’ ou ‘resfriadinho’, manda-nos recados semanais de que a conta a ser paga pela decisão dos governadores pelo isolamento social é nossa. E esse é o absurdo dos absurdos. O papel do governo federal é imediatamente socorrer os estados. Não é um favor. É uma obrigação. Não é uma perseguição pessoal, como faz crer o presidente da República. Socorrer os estados é socorrer o povo. Essa narrativa pobre e pueril de que devemos pagar a conta não vai prosperar”, resume.

Um comentario para "Wilson Witzel: A estapafúrdia tese de conspiração política"

  1. Gostei do assunto de sua publicação, gostaria de ver se é pertinente de divulgar em meu site que é:

    http://www.planosdesaudehdm.com.br

    Sds.
    Hermes Dagoberto

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