Número de óbitos de moradores de rua por covid-19 confronta Damares

Os 22 moradores de rua mortos pela covid-19 em São Paulo sinalizam para uma estatística que pode se acumular por todo o país, com suas 78.195 pessoas vulneráveis ao vírus sem moradia.

Morador em situação de rua durante a pandemia

Em São Paulo, entre os mais de 3.000 mortos na capital por coronavírus até o momento, 22 vítimas são moradores em situação de rua. A informação foi confirmada ontem pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). O dado de São Paulo sinaliza para uma estatística que pode se acumular por todo o país, com suas 78.195 pessoas em situação de rua.

“Não são muitos [que têm a doença]. E por que não são muitos ainda? Ninguém pega na mão deles, ninguém abraça morador de rua. Infelizmente”, disse a ministra. A ministra revela a total falta de dados concretos do governo federal de quantos moradores de rua já foram diagnosticados com a doença.

A ministra também parece não entender como se dá o contágio da doença. Além do contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão com uma pessoa infectada, o vírus também pode se espalhar pelo ar ou por contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro. Além disso, encostar em objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com boca, nariz ou olhos.

Oito desses mortos eram idosos e tinham outras comorbidades, segundo a prefeitura. Há ainda 40 casos suspeitos de covid-19 em pessoas sem-teto.

Não há óbito, ainda de acordo com a administração municipal, de algum sem-teto dentro de estabelecimentos criados para acolher pessoas nesta situação – um albergue e um centro de acolhimento estão disponíveis. Apesar disto, os 40 sem-teto considerados suspeitos de estarem com a doença continuam nestes locais.

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