Coronavírus: Reino Unido relaxa “lockdown”; França inicia reabertura

Torneios esportivos devem recomeçar em junho, mas sem público

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou neste domingo (10) o início do relaxamento das medidas de lockdown a partir da próxima quarta-feira (13). Será o início de uma nova fase de combate à pandemia do coronavírus, batizada de “Our plan to rebuild” (Nosso plano para reconstruir). O programa tem 51 páginas.

Entre as medidas, está a permissão para que as pessoas saiam de casa para praticar exercícios físicos em parques – ou praticar esportes em grupo, desde que todos morem na mesma residência. Também está autorizado sair de carro de casa para atividades consideradas não essenciais e encontrar um parente ou um amigo em local público, respeitando os dois metros de distância.

Pessoas que não conseguem trabalhar de casa foram incentivadas a ir aos locais de trabalho “de preferência de carro, a pé ou bicicleta”. Serão divulgadas as bases do protocolo de segurança para a retomada do trabalho nas indústrias essenciais. Quem descumprir as novas regras pagará “multas pesadas”, disse Johnson.

O comércio não essencial e as escolas não devem voltar antes do início de junho. Já a “reabertura da indústria hospitaleira” – o turismo – só está prevista para julho, “garantindo o distanciamento social”. Segundo Johnson, os viajantes internacionais serão postos em quarentena assim que chegarem ao território britânico. Não se sabe como o procedimento será realizado.

Apesar do anúncio de Johnson, os governos da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte – que integram o Reino Unido, ao lado da Inglaterra – ainda pedirão para que as pessoas fiquem em casa. Johnson foi acusado de demorar demais para instituir o “lockdown” – o que causou um aumento exponencial no número de casos e mortes.

O slogan britânico para o combate à pandemia – “Fique em casa, salve o NHS (sistema público de saúde), salve vidas” – foi atualizado. O novo lema é “Estar em alerta, controlar o vírus, salvar vidas”. Até o momento, conforme o Centro Universitário Johns Hopkins, há 220.449 infecções confirmadas e 31.930 óbitos no Reino Unido. Mas as autoridades sanitárias concordam que a situação começou a ser controlada.

O Reino Unido também planeja a retomada do calendário esportivo. Uma das medidas do “Our plan to rebuild” é a liberação da realização de eventos de qualquer porte a partir do dia 1º junho. Os campeonatos – incluindo a Premier League – deverão ocorrer sem a presença do público.

Já os famosos pubs britânicos, bem como os restaurantes, só poderão reabrir a partir do dia 4 de julho e as regras para essa retomada serão divulgadas mais adiante. Os pubs são locais considerados de “alto risco” de contaminação, como aqueles de cuidados pessoais (salões de beleza, spas, cabeleireiros), hospitalidade (hotéis e pousadas) e centros de diversão (como cinemas).

O governo também obrigará o uso de proteção facial – como máscaras caseiras ou até mesmo o uso de bandanas e faixas – sempre que alguém sair de casa e também no caso de ficar em locais fechados em que não é possível o distanciamento social. A recomendação é que as máscaras profissionais sejam deixadas para as equipes sanitárias e que as pessoas façam as próprias proteções com camisas ou roupas “velhas”.

França

Por sua vez, os franceses começaram a viver nesta segunda-feira (11) a segunda fase de enfrentamento à Covid-19. Já é possível, por exemplo, sair de casa sem precisar apresentar justificativa. O uso obrigatório de máscaras de proteção dentro dos transportes públicos segue obrigatório, assim como a autorização da prática de exercícios físicos.

Também foi autorizada a reabertura de parte das escolas e do comércio – num país que ficou dividido entre zonas vermelha e verde, onde as regras são diferenciadas por conta ainda do alto número de contaminações. No entanto, a Justiça francesa poderá frear as medidas, já que ainda não houve parecer jurídico – este deve ser examinado ainda hoje pelo Conselho Constitucional.

Fazia sete semanas que a França estava em lockdown, para controlar o número de casos. O presidente Emmanuel Macron pediu um “senso de responsabilidade” da população para evitar um novo pico de contágios. São 177.094 contaminações confirmadas por todo o território francês, com 26.383 óbitos.

Com informações da Ansa Brasil

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