Associações de juristas e advogados fazem ato em defesa da democracia

O ato foi organizado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e os Advogados Públicos pela Democracia (APD)

(Foto: Gustavo Alves)

Contra os frequentes ataques à democracia brasileira, a apologia à truculência da ditadura civil-militar e ao negacionismo à pandemia do coronavírus e suas consequências, juristas e advogados realizaram manifestação nesta quarta-feira (13) em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O ato foi organizado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e os Advogados Públicos pela Democracia (APD).

Coordenador da ADJC, Lúcio Flávio, diz que a adesão ao movimento foi expressiva e demonstrou que é possível contrapor os atos reacionários que estão sendo realizados no país.

“O ato foi um sucesso, pelo número significativo de juristas que compareceu, pelo forte simbolismo e amplitude política e por mostrar que é possível compatibilizar a necessária resposta às manifestações reacionárias e insanas dos grupos de extrema direita de ataque à vida e à democracia, seguindo, ao mesmo tempo, as recomendações científicas de combate à pandemia”, avaliou Lúcio Flávio.

Sob o mote “Em defesa da Vida, da Democracia e da Constituição”, os manifestantes vestiam preto e portavam um exemplar da Constituição Federal. Para Tânia Maria de Oliveira, membra da ABJD, avaliou o ato como impactante.

“Vestimos preto em sinal de luto pelas vítimas da Covid-19, solidariedade com suas famílias. Gritamos juntos em defesa da saúde da população, da Democracia no Brasil, tão ameaçada por grupos que pedem o fechamento das instituições, e da Constituição Federal, cujos princípios são todos os dias atacados”, afirmou.

Tania destaca que os cuidados e precauções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS foram respeitados, como o distanciamento entre as pessoas e uso de máscaras e coloca o ato como uma resposta à grupos golpistas que têm se manifestado em Brasília.

“Quisemos mostrar aos grupos fascistas que se manifestam na mesma praça pedindo o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal que há resistência e luta em defesa do Estado Democrático de Direito”, finalizou.

Com informações da ABJD

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