Bolsonaro procura ‘milicianizar’ o exercício do poder, diz Flávio Dino

O governador do Maranhão afirmou que se sente confortável na defesa do Brasil e em oposição a um governo voltado para um minoria

O governador do Maranhão, Flávio Dino - Foto: Divulgação

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou na noite desta terça-feira (26), que dadas as características do governo Bolsonaro, “ser opositor é mais que um direito é um dever”.  Na opinião dele, isso “significa lutar pelo Brasil e pelos brasileiros. O governo vai na direção errada e governa para uma minoria. [..]Me sinto honrosamente no campo da oposição para defender o Brasil”.

As declarações foram dadas em transmissão ao vivo pela internet organizada pela revista Istoé. Na entrevista, o governador, que está no segundo mandato, é ex-juiz e professor universitário, tratou também do combate à pandemia de Covid-19 no Estado, além de comentar os entraves políticos e econômicos do País.

“Ele [Bolsonaro] tem feito um governo coerente com aquilo que ele sempre foi: isolado, belicista, contra tudo e todos. Então, ele levou esses métodos para o centro do poder, Bolsonaro procura ‘milicianizar’ o exercício do poder”, explica Dino.

O governador também comentou a grande presença de militares em cargos do governo federal. Disse que nem durante a ditadura militar havia tantos. O ex-juiz alertou para o papel da Forças Armadas no embate político entre Executivo e o Judiciário.

“Isso é nocivo ao país e nocivo para as Forças Armadas, uma vez que elas não podem ser instituições politizadas vinculadas ao governo A ou B. São instituições de Estado e devem manter um distanciamento da luta política”, ressalta.

“Não cabe as forças armadas advertir o STF de nada, porque elas são subordinadas ao Supremo”, explicou.

União da Esquerda

Flávio Dino voltou a defender a maior convergência de ideias possíveis a esquerda, bem como uma frente ampla contra o bolsonarismo.

Ela argumentou que a esquerda deve deixar o que “mágoas pretéritas”, em prol do futuro e da democracia. “Não se pode ficar o tempo inteiro remoendo esse baú de lamentações sem olhar para a frente. Para se ter uma vitória no nosso campo é preciso unir o ‘Lulismo’ com o ‘Trabalhismo’ e dialogar com outros setores com interesse na democracia”, completou.

Coronavírus

Flávio Dino afirmou que o governo Bolsonaro tem sido “mais do que relapso ou conivente” com relação à disseminação do vírus.

“O governo tem sido um agente de agravamento do problema. O protagonista do movimento de sabotagem contra as recomendações das autoridades sanitárias é o próprio presidente da República e seus ministros”, criticou.

Com relação ao Maranhão, Dino explicou que sua equipe busca mudança gradual.

“Nós estamos tentando fazer este trânsito, entre o regime bem restritivo [lockdown], na região metropolitana de São Luiz, para um regime em que se mantêm regras sanitárias, mas ao mesmo tempo um certo nível de atividade econômica”.

Veja a íntegra da entrevista

Com informações da IstoÉ

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