Com 1.473 mortes em 24h, Brasil torna-se o 3º do mundo com mais óbitos

Número de mortes no Brasil passa o da Itália e chega a 34.021; com quase 1.500 mortes registradas em um dia, quebra-se mais um recorde.

Hospital de campanha do Maracanã, no Riod e Janeiro. Foto Paulo Vitor

Nas últimas 24 horas, foram 1.473 registros – o maior registro diário pela quarta vez consecutiva; país fica atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Em segundo lugar está o Reino Unido (39.987 óbitos) e, em primeiro, os Estados Unidos (108.120 óbitos). A Itália, que até então era o terceiro país com mais mortes da doença causada pelo novo coronavírus, tem 33.689 óbitos.

Com mais um recorde diário de mortes, o país chegou a 34.021 vidas perdidas durante a pandemia. Por três dias consecutivos, o País contabilizou mais de mil mortes e mais de 28 mil novos casos confirmados da doença no período de 24 horas: foram 30.925 de ontem para hoje e agora já são 614.941 pessoas contaminadas. 

Os principais dados do balanço do Ministério são:

  • 34.021 mortes, eram 32.548 na quarta (3)
  • Foram 1.473 registros de morte incluídos em 24 horas
  • 614.941 casos confirmados, eram 584.016 na quarta
  • Foram incluídos 30.925 casos em 24 horas
  • 325.957 pacientes estão em acompanhamento (53 %)
  • 259.963 pacientes estão recuperados (41,5 %)

O balanço da quinta-feira registrou também 366 mortes que aconteceram nos últimos 3 dias. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, há mais 4.159 suspeitas que estão sob investigação.

Balanço por estados

O Ministério da Saúde divulgou também a distribuição dos casos e mortes por complicações do novo coronavírus (Sars-Cov-2) por estado brasileiro.

São Paulo se manteve como o estado com mais casos e mortes pela doença, são 129,2 mil confirmações e ao menos 8,5 mil mortes. O Rio de Janeiro é o segundo do país com mais casos e mortes: respectivamente 60,9 mil e 6,3 mil.

A alta ocorre em meio a anúncios de flexibilização das medidas distanciamento social em Estados que têm visto crescimento no número de óbitos pelo novo coronavírus, como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Ceará.

Balanço do Ministério da Saúde de casos e mortes por Covid-19 em 4 de junho — Foto: Ministério da Saúde

Balanço do Ministério da Saúde de casos e mortes por Covid-19 em 4 de junho — Foto: Ministério da Saúde

100 dias de pandemia no Brasil

O Brasil completa, hoje, 100 dias desde o primeiro caso de covid-19 registrado oficialmente em 26 de fevereiro e 20 dias sem ministro na pasta da Saúde, desde que Nelson Teich, pediu demissão. Neste período o Ministério está sob a guarda do general Eduardo Pazuello, que foi oficializado como ministro interino. 

Os números globais da covid-19 mostram que a curva de contágio do Brasil continua ascendente. A covid-19 se tornou a principal causa de mortes dos brasileirosque já mata diariamente mais do que enfartes no Brasil. Essa é uma das conclusões da comparação entre o número diário de mortes por coronavírus e a média das principais causas de óbitos no País de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados mais atualizados do órgão são de 2018.

Mais uma vez, o Ministério da Saúde atrasou a divulgação dos dados referentes ao coronavírus no Brasil. Na última quarta-feira, 3, a equipe do Ministério da Saúde informou que o dado sairia apenas às 22h por “problemas técnicos”. A divulgação tem sido feita cada vez mais tarde.  

No começo da pandemia, ainda na gestão de Luiz Henrique Mandetta (DEM), a situação epidemiológica era apresentada diariamente em entrevista à imprensa. Desde o começo de maio, os dados passaram a ser divulgados depois das 19h e são comentados por técnicos apenas em declarações a jornalistas no dia seguinte.

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