PCdoB lamenta a morte de Armandinho, 1º metroviário vítima da Covid-19

Mecânico de manutenção no Pátio Itaquera, Armandinho tinha 59 anos de idade e 31 de Metrô

Morreu nesta quarta-feira (17), por Covid-19, Armando Ramos Norberto, o Armandinho, diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e militante do PCdoB. De acordo com o sindicato, é o primeiro óbito de um trabalhador do Metrô paulista em decorrência do novo coronavírus. Até terça-feira (16), a categoria registrava 122 casos confirmados e 74 suspeitos de Covid-19. No total, 278 metroviários foram afastados.

Mecânico de manutenção no Pátio Itaquera, Armandinho tinha 59 anos de idade e 31 de Metrô. Além da atividade sindical, era membro da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Segundo Wagner Fajardo, coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários, tratava-se de um “aguerrido militante” tanto do PCdoB quanto da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

“O Armandinho batalhava incessantemente pelos direitos da categoria e se destacava na defesa da saúde e da segurança dos trabalhadores, sobretudo no Pátio Itaquera, seu local de trabalho. Durante esta crise do coronavírus, ele foi um dos que mais se empenharam para que o Metrô fornecesse EPIs (Equipamentos de Proteção Individual‎) à categoria”, afirma Fajardo.

Armandinho deixa mulher, filho, enteados e netos. “Filiado ao PCdoB, nosso amigo deu ao longo dos anos de militância sua contribuição para a luta dos metroviários e da classe trabalhadora”, afirmou, em nota, a organização de base dos metroviários do PCdoB São Paulo. A direção municipal do PCdoB também manifestou “sentimentos de profunda dor pela perda do grande camarada Armandinho”.

Junto ao pesar, os trabalhadores do Metrô reagiram com indignação à morte do companheiro de trabalho e de lutas. “Infelizmente, por conta do descaso dos governos federal e estadual, muitos outros trabalhadores devem morrer”, denunciou o Sindicato dos Metroviários. “Bolsonaro, uma figura sinistra, incentiva as pessoas a irem para as ruas. Já o governador Doria flexibiliza a quarentena justamente no momento em que os casos de contaminação e mortes aumentam.”

A base dos metroviários do PCdoB também criticou o relaxamento das medidas restritivas em São Paulo. Conforme sua nota, com a flexibilização da quarentena em pleno avanço da pandemia, as gestões Jair Bolsonaro e João Doria “põem em risco a vida de milhares de trabalhadores” do Metrô. “Nossa solidariedade aos familiares e todos amigos do companheiro Armandinho, que, assim como nós, enfrentam esse momento de tristeza. Armandinho, presente!”, conclui a nota.

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