Maia ironiza ida de Weintraub para Banco Mundial

“É que não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim. Quebrou em 2009 e ele era um dos economistas do banco”, disse o presidente da Câmara.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia - Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a ida de Abraham Weintraub, agora ex-ministro da Educação, para o Banco Mundial. No vídeo em que anuncia sua saída do ministério, ao lado de um tenso Jair Bolsonaro, Weintraub disse que recebeu convite para assumir um cargo de diretoria na instituição.

“É que não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim. Quebrou em 2009 e ele era um dos economistas do banco. Mais alguma pergunta?”, respondeu Maia, em entrevista coletiva. Indagado se acha que Weintraub vai quebrar o Banco Mundial, Maia respondeu que a pergunta deve ser feita para quem o indicou ao cargo

Disse ainda que espera que o Ministério da Educação (MEC) possa ficar melhor com a saída do ministro Abraham Weintraub. “Estava muito ruim”, afirmou. “Todo mundo sabe minha posição. Não adianta ficar aqui reafirmando; acho que não é isso que vai melhorar diálogo com o MEC. Espero que possamos ter alguém comprometido no Ministério da Educação com o futuro das nossas crianças”, disse.

Perguntado sobre nota do MEC que fala sobre a Câmara não ter aprovado Medida Provisória (MP) que previa a criação da carteira de identificação estudantil digital, Maia afirmou que não responderá a Weintraub. “Vou responder ao próximo.”.

Maia evitou comentar a prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 18, disse que esse “não é assunto da política” e que não tem nenhum comentário sobre o assunto.

“Acho que esse assunto não cabe, não devo comentar esse assunto. Vamos tratar da política, das medidas provisórias, da saída do Weintraub (…) Esses outros assuntos não cabe a meu papel falar sobre isso”, disse.

Com informações do Estadão

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