Brasileiro tem mais clareza sobre perigo das fake news, diz deputada

Relatora da CPMI das Fake News, a deputada Lídice da Mata, comentou pesquisa Datafolha apontando que 81% dos entrevistados acham que propagar fake news contra STF é ameaça à democracia

(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

Os números da pesquisa Datafolha, apontando que 81% dos entrevistados veem a propagação de fake news contra políticos e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) uma ameaça à democracia, surpreendeu a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), que é relatora da CPMI (Comissão Parlamentar Mista) das Fake News.

“Surpreendeu-me a quantidade de pessoas que estão conscientes disso. É compreensível por que as pessoas viam fake news antes da pandemia como uma briga entre partidos sobre o resultado das eleições passadas. Agora não! As pessoas perceberam o quanto as fake news são nefastas à população”, disse a deputada numa live do Portal Vermelho.

Na opinião dela, a população aprende quando percebe a onda atual de desinformação. São muitas fake news sobre a forma de como se proteger da covid-19 e contra as medidas de isolamentos adotadas por governadores e prefeitos. O objetivo é descontruir a ideia do quanto a pandemia é arriscada e letal à saúde.

Segundo ela, a população brasileira tem razão em avaliar dessa forma. “As fake news são uma fraude, calunia e injuria, então não pode ser vista de outra forma se não um crime”, disse.

STF

Ela diz que o inquérito aberto no STF para investigar o esquema criminosos de propagação de fake news contra ministros da corte será fundamental para os trabalhos da CPMI no Congresso.

“Acreditamos que o Supremo tem muita contribuição para nos dar, uma investigação que pelas características se coloca à frente da nossa e os resultados podem vir para a Câmara para que a gente possa finalizar esse processo”, revelou.

A linha de investigação do Supremo é mesma adotada pela CPMI. Já foram identificados grupos na internet que se interligam uns com os outros; perfis falsos ou verdadeiros no facebook que se conectam com alguns sites e blogs, sempre com a mesma prática: contratam empresas que utilizam rôbos para disseminar rapidamente as notícias falsas.

 “As fake news não são uma coisa possível de acontecer sem a internet, os aplicativos, sem as redes que foram criadas. Ela se organiza especialmente dessa maneira: criar uma rede que possa potencializar o crime de injúria e difamação”, explicou.

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