Governo conta 1.254 novas mortes e imprensa soma 1.312 óbitos em 24h

O Brasil chegou a 66.741 mortes e 1.668.589 de casos em decorrência da pandemia de covid-19, segundo o governo. Ou 66.868 mortes e 1.674.655 casos, segundo a imprensa.

O Amazonas vive uma “naturalização da desgraça”, com a população ignorando os riscos de uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus. A afirmação é do epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para o especialista, só isso é capaz de explicar como a capital do Estado entra, a partir desta segunda-feira (6), na quarta fase da liberação de atividades econômicas mesmo com o sistema de saúde ainda fragilizado para enfrentar novos picos da Covid-19. “As pessoas viram uma tragédia sem precedentes no Brasil, mas parece que muitos se acostumaram com aqueles números aterrorizantes, com centenas de mortes e milhares de doentes graves em uma mesma semana”, afirma Orellana. “Em nenhuma cidade do Brasil a pandemia de covid-19 foi tão avassaladora quanto em Manaus”, acrescenta, lembrando que a capital do Amazonas foi projetada para o Brasil e o mundo como um exemplo de “tragédia sanitária”. Real foto Bruno Kelli/Amazonia Real

O Brasil chegou a 66.741 mortes e 1.668.589 de casos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Foram 1.254 novas mortes e 45.305 novas pessoas infectadas registradas nas últimas 24 horas, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (7). 

O consórcio da imprensa, por sua vez, apresentou números maiores. Totalizou 66.868 mortes e 1.674.655 casos confirmados; Foram 1.312 novos óbitos e 48.584 novas infecções em 24 horas. Este é o quarto maior registro de mortes em 24 horas no país desde o começo da pandemia.

Ontem, o balanço trazia 65.487 falecimentos e 1.623.284 de casos confirmados em função da pandemia. Até o momento 976.977 pessoas já se recuperaram e há 624.871 pessoas em acompanhamento.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 31,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 794.

De acordo com o Ministério da Saúde, O Brasil é o 2º do mundo em mortes e casos, atrás apenas dos Estados Unidos. Conforme o mapa global da universidade norte-americana Johns Hopkins, os Estados Unidos contam com 2.980.906 pessoas infectadas e registraram desde o início da pandemia 131.248 vidas perdidas.

Os números diários do balanço do Ministério da Saúde em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pelas restrições nas equipes que fazem a alimentação nas secretarias municipais e estaduais, e maiores às terças-feiras, quando há um acréscimo dos registros alimentados em razão do acúmulo do que não foi encaminhado no fim-de-semana.

Regiões

As regiões com mais mortes são Sudeste (30.518), Nordeste (21.605), Norte (10.115), Centro-Oeste (2.442) e Sul (2.061).

Os estados com mais mortes em função da pandemia são São Paulo (16.475), Rio de Janeiro (10.881), Ceará (6.556), Pará (5.128) e Pernambuco (5.234). As Unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (128), Tocantins (228), Roraima (376), Acre (399) e Santa Catarina (419).

Brasil tem 1,66 milhão de casos confirmados do novo coronavírus
Brasil tem 1,66 milhão de casos confirmados do novo coronavírus – Divulgação/ Ministério da Saúde/ Direitos reservados

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