CPMI das Fake News já apontava para bolsonaristas alvos do Facebook

A deputada Lídice da Mata, relatora da CPMI, disse que as medidas da plataforma reforçam as investigações do colegiado

Tercio Arnaud Tomaz, assessor de Bolsonaro, teve sua página no Facebook retirada do ar (Foto: Reprodução)

A relator da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), disse que os perfis ligados ao clã Bolsonaro que foram retirados do ar pelo Facebook estão sendo investigados pelo colegiado desde o ano passado. “Nossas investigações sempre apontaram para uma rede de desinformação que pode sim ter influenciado o pleito eleitoral de 2018 e que continua atuante com fortes suspeitas de amplo apoio da família Bolsonaro”, disse a relatora.

Segundo ela, o Facebook se une a todos que “lutam pela liberdade de expressão, mas também por responsabilidade nas redes e pelo combate à desinformação e contra qualquer prática de discursos caluniosos e que espalham o ódio por todo o nosso país.”

Lídice da Mata afirmou que as medidas do Facebook reforçam as investigações da CPMI. “É uma confirmação necessária e reforça o que investigamos até aqui”, afirmou a relatora. O senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI, afirmou que o episódio ajuda nos trabalhos dos parlamentares e que, agora, é necessária a colaboração do Whatsapp.

“Falta agora ação do WhatsApp para chegarmos aos autores de disparos em massa que vem atacando covardemente a honra das pessoas e das nossas instituições”, afirmou.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) lembrou que o Facebook chegou ao gabinete do ódio por meio de um assessor do próprio Jair Bolsonaro. “O presidente é culpado, todos sabemos, pela milícia digital. Mas, se não demitir esse rapaz, a digital ficará na cena do crime e não poderá ser removida”, cobrou.

Entende o caso

O Facebook derrubou nesta quarta-feira (8) uma rede com 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados. Entre eles, estão o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro.

Tercio Arnaud Tomaz, assessor do presidente Jair Bolsonaro, era o administrador de alguns dos perfis que divulgavam fake news. Ele também é um dos integrantes do chamado “gabinete do ódio”.

O assessor dministrou as redes sociais de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Antes, trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro no cargo de auxiliar de gabinete. Sua página no Facebook foi excluída.

Ainda foram citadas contas e páginas de dois assessores de Eduardo Bolsonaro. O relatório cita Paulo Eduardo Lopes, mais conhecido como Paulo Chuchu, que, de acordo com o DRFLab, “aparece como um dos principais operadores de rede”.

O Facebook disse ter removido duas contas com o nome de Eduardo Guimarães. Ele foi citado na CPMI das “Fake News” como o dono extinta página do Instagram chamada “Bolsofeios”, que publicava ataques a adversários do clã Bolsonaro.

Com informações de agências

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