#Bolsonaro100mil: internautas responsabilizam presidente pelas mortes

Bolsonaro chamou o vírus de “gripezinha” e disse que o país não chegaria a 800 mortos. Também atacou reiteradamente e boicotou medidas comprovadamente eficazes para conter o avanço da doença.

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Até as 8h deste sábado (8), o Brasil contabilizava 99.743 mortes e 2.967.634 milhões de novos casos confirmados do novo coronavírus, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. É previsto que ainda hoje o país alcance a triste marca de 100 mil mortos, no momento em que chega a quase 3 milhões de casos.

Vários protestos e homenagens às vítimas acontecem país afora. Nas redes sociais, o Twitter amanheceu com a hashtag #Bolsonaro100Mil nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados pelos usuários. Às 12h50, a tag era impulsionada pelos comentários de 21,7 mil pessoas na rede social.

O protesto no Twitter é uma alusão à responsabilidade do presidente da República pela contagem macabra, devido ao desprezo com que tratou a pandemia desde o início. Bolsonaro chamou o vírus de “gripezinha” e disse que o país não chegaria a 800 mortos. Também atacou reiteradamente e boicotou medidas comprovadamente eficazes para conter o avanço da doença, como o uso da máscara e o isolamento social.

O assunto repercutiu entre personalidades da política. A ex-deputada Manuela D’Ávila lembrou que há três meses o país vem registrando uma média diária de mais de mil mortes. “O Brasil é o único país do mundo que há três meses registra mais de mil mortes diárias. Cem mil famílias enlutadas porque o governo Bolsonaro tratou essa doença como gripezinha. Suas histórias não serão resumidas apenas a números, toda minha solidariedade às famílias!”, escreveu.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que a situação “parece um pesadelo sem fim”. “Parece um pesadelo sem fim, mas é a realidade que acomete nosso povo. Cem mil mortes e o país à deriva. O principal responsável por todo esse sofrimento tem nome: Jair Bolsonaro. Cem mil mortes não é gripezinha, é genocídio!”, postou.

A dor das famílias também foi lembrada pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), que destacou que o país sequer tem um ministro da Saúde para coordenar as ações de enfrentamento ao vírus. “Coronavírus, cem mil mortes no Brasil. E nem ministro da saúde temos. Milhares de mortes poderiam ter sido evitadas se o presidente Jair Bolsonaro tivesse agido corretamente e não atuando como auxiliar do vírus. Cem mil pessoas não morrem vítimas de uma ‘gripezinha’”, comentou.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ressaltou a frieza de Jair Bolsonaro em relação às vítimas e suas famílias, lembrando que quando o país atingiu 10 mil mortos o presidente foi passear de jet-ski. “Quando o país chorava seus 10 mil mortos, Bolsonaro saiu para passear de jet ski. O que será que o presidente fará hoje diante da dor de 100 mil famílias destruídas?”, questionou.

O deputado David Miranda (PSOL-RJ) elencou a série de ações e omissões de Jair Bolsonaro que levaram ao trágico resultado. “Chamou de gripezinha, falou que não chegaríamos a 800 mortes, disse que não era coveiro. Incentivou a invasão de hospitais! Comprou cloroquina superfaturada e não executa o orçamento pro combate ao vírus. O Brasil perdeu 100 mil vidas e o presidente é culpado!”, afirmou.

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