Quatro em cada dez empresas ainda sentiam efeito da pandemia em agosto

A percepção negativa é maior entre empresas de pequeno porte. Construção e comércio são os setores mais afetados.

Materiais de construção estão entre insumos cujos preços subiram - Foto: Charles Damasceno/Agência Sebrae

Dados da pesquisa Pulso Empresas, divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a pandemia afetou negativamente as atividades de quatro em cada dez empresas na segunda quinzena de agosto. Um total de 38,6% das 3,2 milhões de empresas em funcionamento tiveram uma percepção negativa neste período.

A percepção negativa é maior entre as empresas de pequeno porte. Entre as que têm até 49 funcionários, 38,8% disseram que a pandemia teve um efeito negativo sobre seus negócios na segunda metade de agosto. Entre as que têm entre 50 e 499 funcionários, essa percepção cai para 28,4% e, entre as empresas com 500 ou mais funcionários, fica em 25,5%.

Além disso, um total de 44,7% das empresas de médio porte dizem que o efeito da pandemia foi pequeno ou inexistente e esse percentual chega a 46,6% entre as empresas de grande porte. Já entre as pequenas, cai para 27,9% o percentual das que notaram efeitos pequenos ou inexistentes.

Os setores da construção e do comércio foram os que mais sentiram efeitos negativos da pandemia no fim de agosto, com 47,9% e 46,3% relatando essa percepção, respectivamente.

Um total de 36,1% das empresas relataram queda de vendas, com destaque para o setor do comércio, com 44,5% de percepção de redução. No segmento varejista, o relato de queda de vendas fica ainda maior, abarcando praticamente metade das empresas: 49,8%. Uma redução significativa também foi sentida no comércio de veículos, peças e motocicletas: 43,7% informaram recuo.

As empresas também relataram dificuldades financeiras, com 44,9% informando que tiveram dificuldades para realizar pagamentos de rotina. Em relação ao número de funcionários, para a maioria, 86,4%, não houve mudança. Para 8,7% houve redução e para 4,8%, aumento.

Com relação a medidas de reação perante a pandemia, 77% adotaram pelo menos uma, sem o apoio do governo. Um total de 23% adotou alguma medida com apoio do governo.

Esta é a quinta rodada da pesquisa, que reflete as percepções das empresas em funcionamento ao final da primeira quinzena de agosto, frente à segunda quinzena de julho. A pesquisa acompanha os principais efeitos da pandemia de Covid-19 sobre as empresas não financeiras e faz parte das Estatísticas Experimentais do IBGE.

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