“Cúmplices”: deputado diz que Trump e Bolsonaro se unem na devastação

Márcio Jerry viu algo em comum, além do negacionismo que une Trump e Bolsonaro: a devastação ambiental sem precedentes que assola o Brasil e os EUA

(Foto: Alan Santos/PR)

Nesta quarta-feira (16), o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), traçou um paralelo entre o negacionismo dos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro ao acusá-los pela devastação ambiental sem precedentes que tem assolado o Brasil e os Estados Unidos nos últimos meses.

“Presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro são cúmplices nesse fogaréu que destrói tantas áreas nos EUA e Brasil”, declarou.

Os incêndios na costa oeste dos Estados Unidos deixaram 36 mortos e dezenas de desaparecidos, segundo levantamento divulgado esta semana por autoridades do país. A situação é mais crítica nos estados de Washington, Oregon e Califórnia, onde há ao menos 86 focos. No total, cerca de cinco milhões de hectares foram devastados pelo fogo, enquanto imagens de satélite mostram os 2 mil quilômetros de costa cobertos de fumaça.

No Brasil, os incêndios florestais cresceram de forma vertiginosa ao longo de 2020 em quase todos os biomas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). De 1º de janeiro a 12 de setembro, o órgão contabilizou 125.031 queimadas no país, o maior registro para o período desde 2010, quando 182.170 focos de calor foram mapeados no mesmo intervalo.

Mesmo com aumento do desmatamento e dos incêndios, o governo Jair Bolsonaro cortou os orçamentos do Ibama e do ICMBio para 2021. No caso do Ibama, o corte nas verbas é de 4%, para R$ 1,65 bilhão. No ICMBio, a redução foi ainda maior: queda de 12,8%, para R$ 609,1 milhões – e R$ 260,2 milhões (43%) ainda sujeitos ao aval dos congressistas.

Ídolo de Bolsonaro, Donald Trump, disse em pronunciamento recente que “o aquecimento global vai passar, não acho que a ciência entenda realmente”. Já no Brasil, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) insinuou que os dados apontados pelo Inpe eram resultado da ação de “alguém” da oposição.

“É alguém lá de dentro que faz oposição ao governo. Eu estou deixando muito claro isso aqui. Quando o dado é negativo, o ‘cara’ vai lá e divulga. Quando é positivo, não divulga”, disse o general a jornalista na terça-feira (15).

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