Governo Bolsonaro tem recurso para garantir R$ 600, dizem deputados

Parlamentares do PCdoB cobram votação da Medida Provisória (MP) 1000/2020, que prorroga o auxílio emergencial até dezembro, e defendem valor integral do benefício aprovado pelo Congresso

(Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), voltou a cobrar nesta terça-feira (29), a votação da Medida Provisória (MP) 1000/2020, que prorroga o auxílio emergencial até dezembro. No entanto, a deputada, junto com outros colegas de bancada, reiterou a defesa da manutenção dos R$ 600 do benefício, conforme aprovado pelo Congresso. O texto enviado pelo governo reduziu o valor do auxílio pela metade.

“Nós colocamos à disposição do governo todo o orçamento da União até dezembro. Por isso, insistimos na manutenção dos R$ 600 até o fim da pandemia. Não faz sentido o governo cortar o benefício na hora que o povo mais precisa. O  Congresso precisa fazer valer sua decisão. Aprovamos o auxílio porque entendíamos que num momento difícil precisávamos ajudar os que mais precisam. Não podemos concordar com a redução do valor. O país tem dinheiro para manter o valor até o fim da pandemia”, destacou a parlamentar no Plenário da Câmara.

O assunto também abordado pela deputada Jandira Feghali (RJ). Para ela, Bolsonaro não tem a menor preocupação com as necessidades da população. “O povo brasileiro sabe onde aperta quando a comida na mesa, na geladeira e na dispensa some. Bolsonaro não tem a menor preocupação com isso, e é por isso que a nossa disputa é manter os R$ 600 no auxílio emergencial”, afirmou.

Das 262 emendas apresentadas à MP, boa parte pretende retomar o valor do auxílio, garantindo mais dignidade à população. Notícias veiculadas esta semana, apontam que a pandemia tirou até um quarto do rendimento dos brasileiros.

“Os trabalhadores brasileiros vêm perdendo direitos e renda desde a reforma trabalhista e a pandemia intensificou essa situação. O governo Bolsonaro nunca priorizou adotar medidas para minimizar essa realidade. Entre maio e julho, os trabalhadores sem instrução alguma ou com até o ensino fundamental incompleto chegaram a perder R$ 431 por mês. Mesmo assim, o presidente reduz pela metade o valor do auxílio emergencial. Estamos lutando para retomar o valor de R$ 600 reais. Bolsonaro é cruel. O preço dos alimentos lá em cima e o governo insiste em reduzir o valor do auxílio. Por isso é urgente a votação da MP 1000 para que possamos ampliar o valor de R$ 300 para 600 reais”, defendeu a deputada Alice Portugal (BA).

Já o deputado Márcio Jerry (MA), vice-líder da bancada, lembrou que Bolsonaro sempre esteve contra os trabalhadores. “Bolsonaro queria auxílio emergencial de R$ 200. Depois de muita insistência, aprovamos R$ 600, podendo chegar a R$ 1,2 mil. Ele queria encerrar com três meses, prorrogamos. Ele reduziu a R$ 300, mas não vamos aceitar. Para Bolsonaro o auxílio emergencial, tão importante para milhões de brasileiros, só agrada os “demagogos e comunistas”. Mostra toda a contrariedade por ter tido que implementar o auxílio que aprovamos no Congresso Nacional”, destacou.

Fonte: Liderança do PCdoB na Câmara

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