Suspeito de invadir sistema do TSE é preso em Portugal

Polícia Federal atua em parceria com a Polícia Judiciária portuguesa, com cumprimento de mandados nos dois países.

Polícia Federal deflagrou Operação Exploit - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou uma operação neste sábado (28) em conjunto com a Polícia Judiciária portuguesa para desarticular o grupo suspeito de ter promovido ataques hackers contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro turno das eleições municipais.

São cumpridos mandados de busca e apreensão no Brasil e em Portugal. Um mandado de prisão foi cumprido no país europeu, de onde os ataques foram liderados por um cidadão português, segundo as investigações.

Estão sendo cumpridos, no Brasil, três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos estados de SP e MG. Além disso, em Portugal, são cumpridos um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão. Os mandados cumpridos no Brasil foram expedidos pelo Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após representação efetuada pela Polícia Federal e manifestação favorável da 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral.

Os hackers tiveram acesso e divulgaram informações de servidores públicos do TSE no último dia 15 de novembro. Segundo a PF, não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação.

A ação foi batizada de Operação Exploit. Exploit é o nome dado a uma parte de software, um pedaço de dados ou uma sequência de comandos que tiram vantagem de um defeito a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto no software ou hardware de um computador.

O inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE. Os crimes apurados são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal, além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições (9.504/97).

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