Com fim do auxílio, desigualdade pode voltar ao patamar dos anos 80

Ao longo da pandemia, o governo reduziu o valor do auxílio de R$ 600 para R$ 300 e anunciou que não pretende renová-lo a partir de janeiro.

Foto: Marcos Santos/USP

O sociólogo Rogério Barbosa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), disse ao jornal Estado de S. Paulo que o fim do auxílio emergencial pode levar a desigualdade social de volta ao patamar dos anos 1980.

Ao longo da pandemia, o governo reduziu o valor do auxílio de R$ 600 para R$ 300 e anunciou que não pretende renová-lo a partir de janeiro.

Segundo Barbosa, o índice de pobreza, que considera quem recebe até um terço do salário mínimo (R$ 348), caiu de 18,7% em 2019 para 11% em setembro de 2020.

Sem os benefícios pagos pelo governo federal, segundo o pesquisador, esse indicador pode chegar a 24%, ou seja, quase um quarto da população. Além do auxílio, a população recebeu benefícios do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BeM).

Com o auxílio emergencial e o benefício pago para quem teve o salário reduzido ou o contrato suspenso, a renda média da população brasileira foi de R$ 1.321 em setembro. Sem os benefícios, teria sido de R$ 1.187.

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