Joe Biden destaca importância da vacina ao receber 1ª dose

Presidente eleito dos EUA foi vacinado nesta segunda-feira (21) com imunizante produzido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech.

Joe Biden recebe 1ª dose de vacina contra a Covid-19 | Foto: Leah Millis/Reuters

Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, recebeu nesta segunda-feira (21) a primeira dose da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech contra a Covid-19. O democrata de 78 anos reforçou a importância da vacinação.

“Eu estou fazendo isso para mostrar que as pessoas têm que estar preparadas para se vacinar assim que for possível”, disse Biden no Hospital ChristianaCare em Newark, no estado de Delaware.

Após a injeção, Joe Biden agradeceu à enfermeira que o atendeu e estendeu os cumprimentos a todos os trabalhadores da área de saúde.

“Nós devemos muito aos profissionais da saúde, nós devemos muito a vocês”, disse Biden à enfermeira Tabe Masa, responsável pelo procedimento.

O atual presidente, Donald Trump, de 74 anos, ainda não informou se irá tomar a vacina. Ele contraiu a Covid-19 em outubro. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, de 61 anos, já recebeu a primeira a dose da vacina.

O imunizante da Pfizer foi o primeiro a ser aprovado no país. A logística de vacinação coordenada pelo governo atual e pela operação Warp Speed foi elogiada por Joe Biden pela eficiência na distribuição e aplicação das vacinas. Desde segunda (14), hospitais começaram a vacinar profissionais da saúde, idosos e membros do grupo de risco.

O Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA identificou seis casos de reações alérgicas graves à vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech. Cerca de três mil pessoas tiveram alguma reação, mas não precisaram de tratamento médico. Foram mais de 112 mil pessoas vacinadas até domingo (20).

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro defende que não é necessário ter pressa para começar a imunização.

“A pressa pela vacina não se justifica, porque você mexe com a vida das pessoas”, disse o presidente durante entrevista neste sábado (19) conduzida por seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Não há guerra, não há politização da minha parte. Nós esperamos uma vacina segura. Parece que a Inglaterra começou a vacinar agora. Por que a gente tem que ser o primeiro?”

Apesar de mais de 180 mil mortes, o ministro da Saúde segue o mesmo pensamento. Durante apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 na quarta-feira (16), Eduardo Pazzuello questionou a cobrança por agilidade na vacinação.

“Somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Para que essa ansiedade e essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando”, afirmou o ministro.

Com informações de G1

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