Deputadas pedem basta ao feminicídio e condenam morte de juíza no Rio

Em mais um crime bárbaro envolvendo violência contra as mulheres, Viviane Vieira foi assassinada pelo ex-marido em frente as três filhas do casal

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi (Foto: Reprodução)

O assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na véspera do Dia de Natal, esfaqueada pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, em frente as três filhas do casal, é mais um bárbaro caso de feminicídio no país que se junta ao rol dos crimes violentos contra as mulheres.

No Congresso Nacional, deputadas dizem que é preciso dar um ponto final nessa escalada da violência contra as mulheres. “Mais um caso de feminicídio com a juíza Viviane Vieira. Uma mãe morta a facadas pelo ex-companheio na frente de suas crianças. Por isso seguimos na luta contra a violência de gênero! BASTA!”, escreveu a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) no Twitter.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), espera que após o caso ocorra uma reação do judiciário. “Infelizmente mais um feminicídio, o da juíza Viviane, pode ser a tragédia que faça o judiciário realmente se mexer para dar consequência ao enfrentamento da violência contra as mulheres. O Brasil sustenta um dos mais altos índices dessa tragédia vergonhosa”, criticou.

“Sem palavras para descrever mais esse absurdo caso de feminicídio que foi o assassinato da juíza Viviane Vieira, morta à facadas pelo ex-marido em frente as 3 filhas do casal, na noite da véspera de Natal. Basta! A violência machista tem que acabar!”, reagiu a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

“O assassinato da juíza Viviane Arronezi na frente das filhas revela a grave realidade do feminicídio no Brasil: ele atinge todas as classes sociais. Que crime brutal! A violência contra a mulher precisa ser combatida diariamente. Basta!”, publicou a deputada Erika Kokay (PT-DF) nas redes sociais.

Ao comentar o caso, a presidenta da Comissão Nacional da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil, Daniela Borges, diz que a “violência doméstica contra a mulher é uma pandemia dentro da pandemia”.

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