Cuba exigirá teste para Covid-19 de turistas a partir de 1º de janeiro

Controle de entrada é a forma encontrada pelo governo comunista para não parar a atividade turística

Com o aumento no número de casos do novo coronavírus em todo mundo, muitos países têm revisado suas políticas de admissão de viajantes internacionais. Um deles é Cuba, que, a partir de 1º de janeiro, exigirá que visitantes apresentem exames PCR negativos para Covid-19, feitos antes do embarque.

O controle de entrada é a forma encontrada pelo governo comunista para não parar a atividade turística, fundamental para a economia local. Conforme as regras adotadas, o visitante deverá apresentar um teste de PCR negativo realizado 72 horas antes da chegada ao país, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Havana. Até então, os turistas eram testados pelas próprias autoridades sanitárias cubanas ao desembarcarem no país.

A nova medida é uma tentativa do governo de deter o avanço da doença na ilha. Apesar do sucesso inicial na contenção do vírus – com uma política de isolamento e rastreamento de contato –, o país registrou um significativo aumento de casos no último mês, após a reabertura de suas fronteiras para viajantes estrangeiros.

A taxa diária de infecção per capita de Cuba é baixa – apenas 15% da média mundial, de acordo com a Our World in Data. Só que o índice dobrou no último mês, devido, sobretudo, a casos importados. Na última terça-feira, a ilha de 11 milhões de habitantes registrou um novo recorde de 142 casos positivos, quase metade deles importados, elevando o total acumulado para 10.384, com 139 mortes desde março.

Outro país com fronteiras abertas aos turistas brasileiros a anunciar novas medidas de controle migratório, por conta do aumento de casos de Covid-19, foi a Argentina. O vizinho sul-americano passou a exigir, desde sexta-feira (25), quarentena de ao menos sete dias a viajantes internacionais que entrarem em seu território até 8 de janeiro. A regra condiciona a entrada de estrangeiros a uma autorização prévia das autoridades de migração argentina – o que equivale ao fechamento de fronteiras para viagens não essenciais, como as de turistas em geral.

O governo Alberto Fernández está preocupado com o aumento da taxa de transmissão em países da região, especialmente o Brasil. Ao longo desta semana, foi especulado até o fechamento total das fronteiras. A Argentina reabriu as suas em 30 de outubro. Desde então, brasileiros precisavam apenas apresentar um teste PCR negativo para Covid-19 feito até 72 horas antes da partida, uma declaração legal preenchida eletronicamente até 48 horas do embarque e um seguro de saúde com cobertura para a doença .

Em outra atitude para barrar o avanço da doença – e também a chegada da nova variante do Sars-Cov-2 descoberta no Reino Unido –, a Argentina suspendeu voos vindos do território britânico e também de Itália, Dinamarca, Holanda e Austrália. O país sul-americano está entre os países mais atingidos pela doença. Com 44 milhões de habitantes, registra 42.234 mortes e mais de 1,5 milhão de casos de Covid-19.

O governo espera iniciar uma campanha de vacinação nos próximos dias, quando chegar um primeiro lote do imunizante russo Sputnik V. Na quarta-feira (23), a vacina foi autorizada pela autoridade local de medicamentos argentina com base na fase 3 de testes realizados na Rússia e sem a necessidade de ensaios clínicos adicionais.

A Argentina é o primeiro país da América Latina a endossar o Sputnik V. O governo Alberto Fernández também negocia a compra da vacina do laboratório Pfizer e aguarda a da AztraZeneca, além de integrar o mecanismo Covax da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Com informações do O Globo

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