Coreia do Norte evoca programa nuclear contra hostilidade dos EUA

Afirmação foi feita durante o 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte

O líder comunista da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chamou os Estados Unidos de “maior inimigo” de seu país e declarou que pode expandir o arsenal nuclear nacional caso Washington não pare com suas “políticas hostis” a Pyongyang. A afirmação foi feita durante o 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, conforme informou neste sábado (9) a agência estatal de notícias KCNA.

Em sua primeira menção direta aos EUA em quatro dias do congresso, Kim falou sobre a necessidade de “se impor” frente ao “maior inimigo” que é “o principal obstáculo no desenvolvimento da revolução”. Referindo-se à iminente posse de Joe Biden como presidente norte-americano, marcada para 20 de janeiro, o líder norte-coreano afirmou que a política dos EUA não muda “independentemente de quem está no poder”.

Entre as reivindicações da Coreia do Norte, Kim exigiu que Washington retire as sanções internacionais contra seu país. Ele defendeu a necessidade de “reforçar constantemente a mais poderosa dissuasão” para proteger a Coreia do Norte, citando o programa de armas nucleares norte-coreano.

O país deve desenvolver, segundo Kim, um sistema de armas nucleares mais avançado com várias ogivas, mísseis nucleares que podem ser lançados debaixo da água, satélites espiões e submarinos nucleares. Kim anunciou que os planos para um submarino com propulsão nuclear já foram concluídos e que os projetos estão em “fase de revisão”.

O comentário sobre o rumo político da Casa Branca foi a primeira referência – embora de forma indireta – à transição de poder em Washington. O regime vinha optando pelo silêncio sobre o assunto em um momento em que as conversas com os EUA sobre desnuclearização permanecem congeladas.

Kim Jong-un também falou sobre a Coreia do Sul e o momento ruim na relação entre os dois países. Ele disse que a melhora das relações depende apenas de Seul e pediu respeito aos acordos intercoreanos assinados em 2018.

Foi nesse contexto que o líder norte-coreano denunciou novamente a realização de exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e EUA. Para Kim, trata-se de um ensaio para a invasão de seu território – e “a importação de equipamentos militares avançados”, além da “modernização das forças armadas” sul-coreanas.

Com informações da Deutsch Welle

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