Caminhoneiros fazem bloqueios em estradas; paralisação é parcial

Categoria quer redução de cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel e o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, estabelecido em 2018 após a paralisação de 11 dias

No dia de paralisação anunciado pelos caminhoneiros, a manhã desta segunda-feira (1) começou com pontos de bloqueio em algumas estradas pelo País. Em São Paulo, duas faixas da Rodovia Castelo Branco estão bloqueadas no km 30, conforme a CCR ViaOeste, concessionária que administra a estrada. O bloqueio ocorreu na região de Barueri, no sentido para a capital paulista.. Os manifestantes se deslocam no sentido de São Paulo.

No Nordeste, na BR-116, altura dos kms 522 e 528, na região de Itatim, caminhoneiros protestam, de maneira pacífica, em postos de combustível. Segundo a Via Bahia, concessionária do trecho da pista, não há bloqueios. Na madrugada, por volta da 1h, houve interdições na região de Vitória da Conquista, altura do km 814. Em Jaboatão dos Guararapes (PE), os caminhoneiros estão parados e os petroleiros forneceram café da manhã para a categoria.

Houve protestos, ainda, em cidades como Cana Verde (MG), Colinas (TO) e Votorantim (SP), além de registros de bloqueio no Rio Grande do Sul. Em Salvador, por volta das 8h30, a categoria protestava na rodovia estadual BA 526, localizada na região metropolitana.

Boletins do Ministério da Infraestrutura e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) informam não haver, nas rodovias federais, “nenhum ponto de retenção total ou parcial”. Houve duas tentativas de bloqueio em estradas na região Nordeste, mas foram debeladas pela PRF. Apesar dessa informação, concessionárias de estradas registraram manifestações pontuais.

Lideranças dos caminhoneiros autônomos transportadores de cargas convocaram motoristas para uma paralisação a partir desta segunda. Nos grupos de WhatsApp, alguns motoristas afirmam que as multas pesadas inviabilizaram uma adesão maior ao movimento.

Entre outras reivindicações, a categoria quer redução de cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o aumento e cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, estabelecido em 2018 após a paralisação de 11 dias, modificação da redação do projeto 4199/2020, o BR do Mar, sobre cabotagem, aposentadoria especial para o setor, um marco regulatório do transporte, entre outros pedidos. Em São Paulo, o protesto também cobra o governador João Doria (PSDB) em dois pontos: redução do ICMS e pedágios mais baratos.

A adesão à paralisação não é consenso. As principais entidades à frente da convocação são a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), a ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil) e o CNTRC (Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas). Algumas entidades que participaram da greve de 2018 são contra a manifestação. É o caso da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos).

Em nota, o governo paulista atribuiu o alto valor dos combustíveis à gestão Jair Bolsonaro. “Em 2020, a Petrobras promoveu 32 reajustes do diesel. Levantamento publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelou que o preço médio do diesel subiu sete semanas consecutivas nos postos de combustíveis do Brasil”, afirma a nota.

Segundo o texto, “a maior parte do preço do diesel, 47%, é determinada pela Petrobras. O ICMS é responsável por uma pequena fatia do preço do produto. O estado de São Paulo pratica uma das mais baixas alíquotas de ICMS do país sobre o diesel, 13,3%”.

Da Redação, com jornais e agências

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